quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tema: A POLÊMICA QUESTÃO DOS TRIBUTOS.


Texto: (Mt 22 15-21; Mc 12 13-17; Lc 20 20-26).


INTRODUÇÃO:

         Dado a relevância do assunto acerca do pagamento dos tributos, notadamente para o mundo da época, quando o império romano dominava e fazia valer suas vontades sobre todos os continentes, os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), se preocuparam em registrá-lo com razoável riqueza de detalhes, haja vista as divergências de ordem religiosa e política existentes entre judeus, romanos e herodianos. A seguir, veremos uma abordagem fundamentada a respeito do tema A "Questão do Tributo", inclusive nos dias atuais da igreja do Senhor. 

I – A TRAMA DOS FARISEUS

1.    A tentativa de apanhar Jesus em alguma palavra.

Os fariseus constituíam um dos principais grupos rivais no ministério terreno de Jesus (Mt 9 32-34). No caso em tela, eles se aliaram com os principais sacerdotes e herodianos e, após arquitetarem sobre como surpreenderem a Jesus em alguma falha que pudesse comprometê-lo perante as autoridades romanas, passaram a executar o astucioso plano (Lc 20.21; Mc 12.14; Mt 22.16). É importante ressaltar que as referências aqui são reais, portanto aludem ao mesmo assunto.

2.    Os herodianos (Lat. Herodiani).

De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, “Os herodianos são mencionados em três passagens dos evangelhos, com relação a dois incidentes: O primeiro na Galileia (Mc 3.6); e o segundo, em Jerusalém (Mc 12.13; Mt 22.16), onde eles são associados aos fariseus em sua oposição ao Senhor Jesus (...). Eles não são mencionados em nenhuma outra fonte antiga, prova de que não representavam nenhuma seita religiosa nem um grupo político organizado. A palavra é de formação latina, e indica partidários de Herodes (...). Da sua pergunta com respeito ao dinheiro dos tributos (Mt 22.17), fica claro que eles também eram leais ao governo romano do qual dependia a dinastia de Herodes”.

3.    Um elogio falso.

Nesta vida precisamos ter muito cuidado com os elogios, pois nem todos correspondem à verdadeira intenção do coração. Os fariseus juntamente com os herodianos aproximam-se de Jesus com palavras elogiosas, todavia, conforme já vimos no sub-tópico nº 1, o que eles tencionavam mesmo era apanhar o Mestre em alguma contradição de palavra, com o fim de entregá-lo às autoridades do império romano.

II – UMA PERGUNTA MALICIOSA.

1.    “É lícito pagar o tributo a César ou não?” (Mt 22.22).

É evidente que os judeus jamais concordariam em que se pagasse o tributo ao imperador de Roma. Segundo nota de roda pé da Bíblia Shedd, se Jesus dissesse: “É lícito pagar tributos a César” seria considerado traidor do povo. “Se dissesse “não”, então isto seria o suficiente para que os herodianos começassem a querer entrega-lo aos romanos”. Fica explicado, portanto, o plano malicioso previamente elaborado pelo grupo opositor do Senhor Jesus. Juntos, fariseus e herodianos preparam uma "armadilha" no intuito de flagrarem o Senhor em algum equívoco.

2.    Uma resposta sábia.

Como onisciente, o Senhor Jesus, conhecendo a malícia da indagação dos seus oponentes, responde-lhes: “Por que me experimentais, hipócritas”? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E Ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: “Dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Bíblia SHEDD – ARA). Ou seja, não dar pra confundir uma coisa com a outra. O que é de César, é de César. O que é de Deus, é de Deus. Cabem aqui algumas considerações concernentes à resposta do Mestre Jesus:

a) “Dai, pois a César o que é de César”. Jesus foi cirúrgico em sua resposta contrariando o que esperavam os herodianos e fariseus, de tal modo que os deixou admirados e emudecidos (Lc 20.26 – ARA). Ou seja, a forma com que Jesus os respondeu não agradou a nenhum dos dois grupos. Não era o que eles esperavam. Aliás, de acordo com nota explicativa da Bíblia de Estudo Shedd, “a resposta de Jesus vai diretamente para princípios: César (o Estado politicamente organizado) tem direito aos impostos porque o próprio Deus o deu (Rm 13 1-7). Os governos deste mundo sustentam-se com dinheiro colhido de impostos. O governo espiritual desenvolve-se com a “Moeda Eterna”: Amor, bondade, benignidade, fé. O Reino dos Céus não é deste mundo. Pertence a uma ordem de coisas espirituais, que não entra em conflito com os poderes terrestres naquilo que tem de legítimo. No tributo pago as autoridades cívicas, apenas se lhes retribui algo daquilo que oferecem”. Abrindo aqui um parêntese, preocupa-nos o fato de o Congresso Nacional Brasileiro haver recentemente aprovado uma emenda (JABUTI) ou coisa estranha que, “na calada da noite” incluíram na MP 668/2015, com o aval do senhor presidente da Câmara dos Deputados, na qual defende que as igrejas evangélicas sejam isentas da cobrança de tributos sobre as comissões que são repassadas aos pastores. Quanto a isso, eu particularmente defendo que, principalmente nos dias em que estamos vivendo, quando a corrupção moral e ética e a falta de transparência corroem a vida da nação, não só os líderes, mas as igrejas evangélicas sejam fiscalizadas, sim, e tenham seus impostos devidamente cobrados, desde que legalmente, claro. Se as demais instituições podem ser fiscalizadas, porque não às igrejas? E o ensino acerca da questão do tributo nos evangelhos sinóticos, como fica a partir de agora? Será que os líderes, e/ou gerentes de igrejas, já que estamos em crise de verdadeiros líderes, ainda terão coragem de falar sobre isso nos púlpitos de suas igrejas, ou vão omitir a parte que diz: "Dai a Cesar o que é de César" e ficar somente com a que diz "E a Deus o que é de Deus"? Que, aliás, na concepção de alguns é a parte que mais lhes interessa, não obstante a exegese equivocada que tentam estabelecer sobre o texto. Na mesma simetria o pastor Geremias do Couto, no tocante a isenção dos tributos pelas igrejas, diz em seu blog: “Infelizmente, continuamos com o mesmo modelo. Gostamos de construir templos imponentes, suntuosas catedrais, onde gastam - se rios de dinheiro, com a mesma aura de sacralidade repudiada no Novo Testamento. Na continuidade, pelas vias da informalidade, vê-se cada vez mais essa aliança entre a igreja e o Estado praticada em todos os níveis de governo sempre em busca de privilégios sob os mais diferentes argumentos, como, por exemplo: "O que estamos fazendo é pela causa", quando, aqui entre nós, a causa passa longe desses acordos, onde prevalecem vantagens com fins nada recomendáveis”.

b) E a Deus o que é de Deus”. Sobre essa declaração de Jesus alguns, expositores da Bíblia, se de má fé não sabemos, mas o fato é que eles fazem questão de enfatizar que se trata aqui dos dízimos que devem ser entregues à igreja. Entretanto, não é isso o que a Bíblia está falando, principalmente em o novo testamento. Aliás, conforme nota explicativa da Bíblia de Estudo SHEDD constante do item anterior, a expressão “E a Deus o que é de Deus”, se refere às coisas relativamente ao Governo Espiritual (Reino de Deus), e não a contribuições meramente eclesiásticas impostas por homens, como é o caso de alguns dízimos que são cobrados hoje, cuja finalidade não se sabe em face da ausência de transparência. Portanto, precisamos evitar as especulações, bem como quaisquer adaptações ao nosso modo, pois a Bíblia não pode se constituir objeto de manipulação humana. Ela é a Palavra de Deus!

3. A decepção dos opositores. 

Toda e qualquer oposição irresponsável acaba em frustração. Os dois grupos adversários diante da resposta sábia do Mestre, se retiraram em absoluto silêncio, pois além de não esperarem tal resposta, não tinham o que dizer frente a sabedoria do Senhor Jesus que não costumava jogar palavras ao vento. Sempre que falava, o fazia com maestria e poder (Mt 22.22), deixando os seus ouvintes abismados.

CONCLUSÃO: 

Considerando os argumentos acima, aprendamos que os tributos, sejam eles justos ou não, devemos pagá-los, pois ao crente não convém sonegar impostos. Além do mais, é nosso dever enquanto cidadãos contribuir com o desenvolvimento da nação à qual pertencemos. Por outro lado, qualquer dispositivo legal que vá de encontro ao que dispõem as Escrituras nesse sentido,  deve ser por nós contestado.







Referências Bibliográficas:


. Bíblia de Estudo Pentecostal
. Bíblia de Estudo SHEDD
. Blog do Pastor Geremias do Couto
. Bíblia de Estudo Explicada
. Dicionário Bíblico Wycliffe



A POLÊMICA QUESTÃO DOS TRIBUTOS.

ESBOÇO:
Tema: A QUESTÃO DO TRIBUTO
Texto: (Mt 22 15-21; Mc 12 13-17; Lc 20 20-26).


INTRODUÇÃO:

         Dado a relevância do assunto acerca do pagamento dos tributos, notadamente para o mundo da época, quando o império romano dominava e fazia valer suas vontades sobre todos os continentes, os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), se preocuparam em registrá-lo com razoável riqueza de detalhes, haja vista as divergências de ordem religiosa e política existentes entre judeus, romanos e herodianos. A seguir, veremos uma abordagem fundamentada a respeito do tema A "Questão do Tributo", inclusive nos dias atuais da igreja do Senhor. 

I – A TRAMA DOS FARISEUS

1.    A tentativa de apanhar Jesus em alguma palavra.

Os fariseus constituíam um dos principais grupos rivais no ministério terreno de Jesus (Mt 9 32-34). No caso em tela, eles se aliaram com os principais sacerdotes e herodianos e, após arquitetarem sobre como surpreenderem a Jesus em alguma falha que pudesse comprometê-lo perante as autoridades romanas, passaram a executar o astucioso plano (Lc 20.21; Mc 12.14; Mt 22.16). É importante ressaltar que as referências aqui são reais, portanto aludem ao mesmo assunto.

2.    Os herodianos (Lat. Herodiani).

De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, “Os herodianos são mencionados em três passagens dos evangelhos, com relação a dois incidentes: O primeiro na Galileia (Mc 3.6); e o segundo, em Jerusalém (Mc 12.13; Mt 22.16), onde eles são associados aos fariseus em sua oposição ao Senhor Jesus (...). Eles não são mencionados em nenhuma outra fonte antiga, prova de que não representavam nenhuma seita religiosa nem um grupo político organizado. A palavra é de formação latina, e indica partidários de Herodes (...). Da sua pergunta com respeito ao dinheiro dos tributos (Mt 22.17), fica claro que eles também eram leais ao governo romano do qual dependia a dinastia de Herodes”.

3.    Um elogio falso.

Nesta vida precisamos ter muito cuidado com os elogios, pois nem todos correspondem à verdadeira intenção do coração. Os fariseus juntamente com os herodianos aproximam-se de Jesus com palavras elogiosas, todavia, conforme já vimos no sub-tópico nº 1, o que eles tencionavam mesmo era apanhar o Mestre em alguma contradição de palavra, com o fim de entregá-lo às autoridades do império romano.

II – UMA PERGUNTA MALICIOSA.

1.    “É lícito pagar o tributo a César ou não?” (Mt 22.22).

É evidente que os judeus jamais concordariam em que se pagasse o tributo ao imperador de Roma. Segundo nota de roda pé da Bíblia Shedd, se Jesus dissesse: “É lícito pagar tributos a César” seria considerado traidor do povo. “Se dissesse “não”, então isto seria o suficiente para que os herodianos começassem a querer entrega-lo aos romanos”. Fica explicado, portanto, o plano malicioso previamente elaborado pelo grupo opositor do Senhor Jesus. Juntos, fariseus e herodianos preparam uma "armadilha" no intuito de flagrarem o Senhor em algum equívoco.

2.    Uma resposta sábia.

Como onisciente, o Senhor Jesus, conhecendo a malícia da indagação dos seus oponentes, responde-lhes: “Por que me experimentais, hipócritas”? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E Ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: “Dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Bíblia SHEDD – ARA). Ou seja, não dar pra confundir uma coisa com a outra. O que é de César, é de César. O que é de Deus, é de Deus. Cabem aqui algumas considerações concernentes à resposta do Mestre Jesus:

a) “Dai, pois a César o que é de César”. Jesus foi cirúrgico em sua resposta contrariando o que esperavam os herodianos e fariseus, de tal modo que os deixou admirados e emudecidos (Lc 20.26 – ARA). Ou seja, a forma com que Jesus os respondeu não agradou a nenhum dos dois grupos. Não era o que eles esperavam. Aliás, de acordo com nota explicativa da Bíblia de Estudo Shedd, “a resposta de Jesus vai diretamente para princípios: César (o Estado politicamente organizado) tem direito aos impostos porque o próprio Deus o deu (Rm 13 1-7). Os governos deste mundo sustentam-se com dinheiro colhido de impostos. O governo espiritual desenvolve-se com a “Moeda Eterna”: Amor, bondade, benignidade, fé. O Reino dos Céus não é deste mundo. Pertence a uma ordem de coisas espirituais, que não entra em conflito com os poderes terrestres naquilo que tem de legítimo. No tributo pago as autoridades cívicas, apenas se lhes retribui algo daquilo que oferecem”. Abrindo aqui um parêntese, preocupa-nos o fato de o Congresso Nacional Brasileiro haver recentemente aprovado uma emenda (JABUTI) ou coisa estranha que, “na calada da noite” incluíram na MP 668/2015, com o aval do senhor presidente da Câmara dos Deputados, na qual defende que as igrejas evangélicas sejam isentas da cobrança de tributos sobre as comissões que são repassadas aos pastores. Quanto a isso, eu particularmente defendo que, principalmente nos dias em que estamos vivendo, quando a corrupção moral e ética e a falta de transparência corroem a vida da nação, não só os líderes, mas as igrejas evangélicas sejam fiscalizadas, sim, e tenham seus impostos devidamente cobrados, desde que legalmente, claro. Se as demais instituições podem ser fiscalizadas, porque não às igrejas? E o ensino acerca da questão do tributo nos evangelhos sinóticos, como fica a partir de agora? Será que os líderes, e/ou gerentes de igrejas, já que estamos em crise de verdadeiros líderes, ainda terão coragem de falar sobre isso nos púlpitos de suas igrejas, ou vão omitir a parte que diz: "Dai a Cesar o que é de César" e ficar somente com a que diz "E a Deus o que é de Deus"? Que, aliás, na concepção de alguns é a parte que mais lhes interessa, não obstante a exegese equivocada que tentam estabelecer sobre o texto. Na mesma simetria o pastor Geremias do Couto, no tocante a isenção dos tributos pelas igrejas, diz em seu blog: “Infelizmente, continuamos com o mesmo modelo. Gostamos de construir templos imponentes, suntuosas catedrais, onde gastam - se rios de dinheiro, com a mesma aura de sacralidade repudiada no Novo Testamento. Na continuidade, pelas vias da informalidade, vê-se cada vez mais essa aliança entre a igreja e o Estado praticada em todos os níveis de governo sempre em busca de privilégios sob os mais diferentes argumentos, como, por exemplo: "O que estamos fazendo é pela causa", quando, aqui entre nós, a causa passa longe desses acordos, onde prevalecem vantagens com fins nada recomendáveis”.

b) E a Deus o que é de Deus”. Sobre essa declaração de Jesus alguns, expositores da Bíblia, se de má fé não sabemos, mas o fato é que eles fazem questão de enfatizar que se trata aqui dos dízimos que devem ser entregues à igreja. Entretanto, não é isso o que a Bíblia está falando, principalmente em o novo testamento. Aliás, conforme nota explicativa da Bíblia de Estudo SHEDD constante do item anterior, a expressão “E a Deus o que é de Deus”, se refere às coisas relativamente ao Governo Espiritual (Reino de Deus), e não a contribuições meramente eclesiásticas impostas por homens, como é o caso de alguns dízimos que são cobrados hoje, cuja finalidade não se sabe em face da ausência de transparência. Portanto, precisamos evitar as especulações, bem como quaisquer adaptações ao nosso modo, pois a Bíblia não pode se constituir objeto de manipulação humana. Ela é a Palavra de Deus!

3. A decepção dos opositores. 

Toda e qualquer oposição irresponsável acaba em frustração. Os dois grupos adversários diante da resposta sábia do Mestre, se retiraram em absoluto silêncio, pois além de não esperarem tal resposta, não tinham o que dizer frente a sabedoria do Senhor Jesus que não costumava jogar palavras ao vento. Sempre que falava, o fazia com maestria e poder (Mt 22.22), deixando os seus ouvintes abismados.

CONCLUSÃO: 

Considerando os argumentos acima, aprendamos que os tributos, sejam eles justos ou não, devemos pagá-los, pois ao crente não convém sonegar impostos. Além do mais, é nosso dever enquanto cidadãos contribuir com o desenvolvimento da nação à qual pertencemos. Por outro lado, qualquer dispositivo legal que vá de encontro ao que dispõem as Escrituras nesse sentido,  deve ser por nós contestado.







Referências Bibliográficas:


. Bíblia de Estudo Pentecostal
. Bíblia de Estudo SHEDD
. Blog do Pastor Geremias do Couto
. Bíblia de Estudo Explicada
. Dicionário Bíblico Wycliffe



domingo, 9 de março de 2014

Subsídios EBD, Lição nº 11, 1º Trimestre – 2014.

Tema: DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO
Texto: (Êx 28 1-11).

INTRODUÇÃO:

Em Êxodo 28, temos o momento em que Deus determina que Moisés separe a Arão e seus filhos: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, para o exercício do santo ministério sacerdotal. Nos dias de hoje, certamente alguém diria que Deus agiu à base de nepotismo, pelo fato de ser Arão irmão legítimo de Moisés. Entretanto, é evidente que Deus jamais se utilizaria de tal expediente, nem levaria em consideração o fator “família” para tomar tal decisão, principalmente por se tratar da chamada e ordenação para um “ministério tão delicado”, coisa que só Deus e somente Ele pode fazer na vida do homem, de forma desprentenciosa. Se não fosse assim, Deus não seria Deus. Sem dúvida, o que Deus considerou foi exatamente às qualidades moral e espiritual visualizadas, especialmente em Arão, como um dos homens de confiança de Moisés. Aliás, se houvesse alguém mais capacitado do que ele para assumir o ofício sagrado de sumo sacerdote, seguramente Deus o teria escolhido, independentemente de ser parente ou não do líder Moisés.

I – O MINISTÉRIO SACERDOTAL

A Instituição do sacerdócio se remonta ao período antes da Lei mosaica (Gn 14 17,18), onde lemos a respeito da “Ordem de Melquisedeque”, figura de Cristo Jesus, nosso eterno e sumo sacerdote. Na opinião do pastor José Polini, “Os sacerdotes exerciam uma função diferenciada perante a sociedade de sua época, pois o próprio Deus os considerava “príncipes” sobre o povo (Lv 21.4). Neste contexto, as questões sociais eram trazidas aos sacerdotes, que gozavam de ilibada consideração social”. De acordo com a Revista Ensinador Cristão, “O sacerdote tinha a função principal de conduzir o homem até Deus, todavia também exercia funções no tabernáculo e no ensino da Lei (Lv 10.10,11); Dt 33.10; 1 Rs 17 27,28). O sacerdote não era um neófito. Ele precisava conhecer as leis civis e religiosas para exercer suas funções. Qualquer erro era pago com a própria vida. Isto nos mostra como é grande a responsabilidade daqueles que ministram na casa de Deus. É necessário que os pastores sejam separados, tenham uma vida santa, conheçam a Palavra de Deus e estejam aptos para ensiná-la”.

II – O OBREIRO COMO EXEMPLO PARA OS FIÉIS

É necessário que o líder, pastor, obreiro, enfim, mantenha uma vida exemplar, a fim de que os seus liderados tenham em quem se espelhar.  É claro que não se trata aqui de perfeição por parte do obreiro, pois isto lhe seria impossível. Todavia, é fundamental que aqueles que “ministram na casa de Deus”, conservem uma vida cristã modelo, bem como uma conduta moral ilibada. Caso contrário, não teremos força moral, nem autoridade para ensinarmos aos outros. O Apóstolo Paulo admoestou que Timóteo procurasse manter uma vida modelo diante dos que eram por ele liderados (2 Tm 3.14). Por falar em bons exemplos, o que é muito raro nos dias atuais, infelizmente, o pastor José Polini, diz que “O obreiro deve moderar sua voz para que não fale gritando, nem fale tão baixo que seja difícil ouvi-lo”. Quanto ao vocabulário, “não deve ser recheado de gírias e palavras obscenas” (Ef 5.3; Sl 34.13). “Durante a pregação devemos ter cuidado para não usar palavras pesadas, ou então palavras incompreensíveis aos ouvintes”. O pastor Antônio Gilberto, falando a respeito das qualificações do sacerdote, faz a seguinte aplicação: “Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1 Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1 Tm 6. 11,12). O pastor deve em tudo ser o exemplo” (Tt 2.7).

III – JESUS, SACERDOTE ETERNO.

Os sacerdotes da Antiga Aliança eram imperfeitos. Portanto não tiveram como perdoar definitivamente o povo e muito menos tirar, de uma vez por todas, os seus pecados. Porém Jesus, como cordeiro imaculado e sacerdote de uma eterna aliança, veio de Deus para tirar (remover) os pecados do mundo (Jo 1.29). Em outras palavras, significa que o seu sacrifício vicário objetivou livrar o homem convertido do poder do pecado, visto que o pecado em si está intrínseco na natureza pecaminosa do homem. E só será definitivamente removido por ocasião da redenção do nosso corpo mortal, conforme Paulo ensinou aos romanos no capítulo 8, versículo 23.

CONCLUSÃO:

Pelo que foi anteriormente exposto, concluímos que é imprescindível ao obreiro do Senhor, principalmente aquele que lida diretamente com a Palavra, um viver cuidadoso, vigilante e voltado para os bons princípios morais. Chega de obreiros relapsos que não tem compromissos nem consigo mesmo, imaginem com o Reino de Deus e sua Palavra; chega de obreiros despreparados para o exercício do ministério. Despreparado, enfatizo, quase em todos os sentidos. Especialmente hoje, quando estamos vivendo tempos modernos e de experiências, na maioria das vezes negativas, não se justifica constituirmos obreiros que não tenham, sequer, noção do que representa o ministério, para o qual foi chamado. Se é que foi chamado. TODO CUIDADO AINDA É POUCO!



Referências Bibliográfica:

- Lição de Mestre, EBD 1º trimestre / 2014
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Dicionário VINE


























































quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


Subsídio EBD, Lição nº 10 – 1º trimestre / 2014.
TEMA: LEIS CIVIS ENTREGUES POR MOISÉS AOS ISRAELITAS
TEXTO: (Êx 21 1-12).

INTRODUÇÃO:

Assim como, por exemplo, a Constituição Brasileira formada de artigos, incisos, parágrafos, alíneas, precisa de leis complementares que a regulamentem, o Decálogo Lei, composto de dispositivos legais, também precisava de leis específicas que o tornassem regulamentado e pronto para a execução, após a devida promulgação. A Lição deste domingo vai tratar principalmente de algumas leis civis, cujo objetivo era fazer com que os israelitas se conduzissem dentro de um perfil traçado pelo próprio Deus, uma vez que o povo havia perdido por completo tanto a sua identidade, como o sentido de nação. Todavia, com a intenção de subsidiarmos ainda mais o tema em apreço, discorreremos sobre os seguintes tópicos retirados do conteúdo da própria Lição: “O Que eram as Cidades de Refúgio”, “Denunciando as Injustiças Sociais” e “A Identidade de um Povo”.

I – O QUE ERAM AS CIDADES DE REFÚGIO

            O próprio nome já define: Trata-se de abrigos que foram criados por Deus a fim de que, caso alguém involuntariamente cometesse algum crime, não tivesse que passar por atos de selvageria ou linchamento, ou ainda submetido às rigorosidades do sistema penal à época (Nm 35 9-11). O pastor Antônio Gilberto, diz que “Na antiga aliança, o sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por p锓. De acordo com a Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal, “Se alguém morresse vítima de violência, o crime era reconhecido como assassinato, mas o suspeito não poderia ser considerado automaticamente culpado. As pessoas não deveriam tolerar o pecado, mas ser imparciais em relação aos acusados, para que os mesmos tivessem um julgamento justo. As cidades de refúgio representavam a preocupação de Deus com a justiça em uma cultura que nem sempre protegia o inocente. É injusto tanto omitir os erros quanto tirar conclusões precipitadas. Quando uma pessoa for acusada de algum mal, fique ao lado da justiça, proteja aqueles cuja culpa não foi comprovada e ouça cuidadosamente todos os lados da história”. A Bíblia de Estudo Pentecostal, em nota explicativa, diz o seguinte: “As cidades de refúgio foram estabelecidas para a proteção de quem matasse acidentalmente uma pessoa. O acusado de homicídio podia fugir para uma dessas cidades e ficar ali sob proteção, até ser julgado por um tribunal (Nm 35 11,12). Se fosse declarado culpado de homicídio culposo, era executado imediatamente (vv. 16-21). Se fosse réu de homicídio involuntário, devia permanecer naquela cidade até a morte do sumo sacerdote; então, poderia voltar para casa em segurança (vv. 22-28). É interessante ressaltar que eram seis as cidades de refúgio (Nm 35 13,14).

II – DENUNCIANDO AS INJUSTIÇAS SOCIAIS

            Deus levantou no passado, homens que tiveram um ministério profético brilhante, e nem por isso se acovardaram frente aos desafios que lhes eram impostos, principalmente em épocas de crises moral, política e espiritual. Moisés, por exemplo, diante das injustiças sociais que eram frequentemente cometidas pela sociedade de seus dias, instituiu leis justas como forma de coibir abusos e disciplinar o tratamento que deveria ser dado aos órfãos, viúvos, pobres, etc. (Êx 23 3-9). Segundo o pastor Antônio Gilberto, “Uma parte do ministério de vários profetas que Deus levantou no Antigo Testamento era denunciar e advertir os israelitas contra a injustiça social e trabalho mal remunerado e opressão dos ricos e poderosos”. A igreja tem igual papel, inclusive o de propor e cobrar ações justas e igualitárias dos que foram eleitos e estão nos parlamentos, como legítimos representantes da sociedade. É claro que não são os políticos, os únicos culpados de tanta injustiça social. Mas também a própria sociedade no seu dia-a-dia.

III – A IDENTIDADE DE UM POVO

            Identidade significa um conjunto de características que norteiam a vida de uma dada sociedade, pessoas, grupos, enfim. São traços que visam identificar se de fato determinada pessoa pertence a uma dada etnia. É assim com os ciganos, negros, índios, judeus, etc. Lamentavelmente, vimos em Lições Bíblicas anteriores que Israel, em face do longo período em que esteve no Egito, dentre outros prejuízos, o povo perdeu a sua identidade. Durante os 430 anos de servidão, Israel foi aos poucos esquecendo sua intimidade com Deus e aceitando os costumes do Egito, inclusive o culto pagão, ao qual Deus abomina. É inegável que a igreja, claro, em seu aspecto local, tem perdido sua identidade. São muitos os cristãos que já desceram na correnteza do mundanismo, fazendo valer muito mais os ditames, costumes e hábitos que o sistema atual impõe, do que os valores exarados na Santa Palavra do Senhor. Aliás, às vezes dizemos que não aceitamos o ecumenismo, por exemplo, quando esse movimento já está instalado dentro das igrejas, no sentido mais amplo da palavra. Não se trata aqui de sincretismo religioso, pura e simplesmente, mas de um sincretismo de coisas e de práticas que não se coadunam com a conduta cristã. Aos romanos, disse o Apóstolo Paulo: “Não vos conformeis com este mundo” (Rm. 12.2). Lamentavelmente, "muitos cristãos já estão andando de mãos dadas com ele" (Ciro Zibordi).

CONCLUSÃO:

            Enfim, conscientizemo-nos de que Cristo é hoje o nosso refúgio e protetor, mas também tenhamos a absoluta certeza de que não podemos silenciar frente às injustiças sociais e que, como verdadeiros cristãos precisamos manter a nossa identidade. Jamais esqueçamos de que estamos no mundo, mas do mundo não somos. Temos de ser referência nessa sociedade corroída pelo pecado.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- VINE, W. E. Dicionário VINE, edição 2005, CPAD
- STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Lição do Mestre, 1º trimestre, 2014.


           





















































































































































































    




















Subsídio EBD, Lição nº 09 – 1º trimestre / 2014.
TEMA: UM LUGAR DE ADORAÇÃO A DEUS NO DESERTO
TEXTO: (Êx 25 1-9).

INTRODUÇÃO:

O Tabernáculo, como conhecemos pela Palavra de Deus, era uma tenda portátil que acompanhou o povo Israel ao longo de toda a sua trajetória pelo deserto rumo à Canaã. É interessante ressaltar que todo o projeto para a construção do Tabernáculo, nos seus mínimos detalhes, fora dado pelo próprio Deus a Moisés, como podemos ver no capítulo 25 do êxodo. Em tempos passados Deus havia agido de modo semelhante, quando deu a Noé todo o modelo para a construção da Arca. No presente esboço, estaremos tratando a respeito das três partes principais em que se dividia o Tabernáculo:

I – O ÁTRIO

            De acordo com a revista Ensinador Cristão nº 57, publicada pela CPAD, “O Átrio era um pátio”: “Farás também o pátio do Tabernáculo" (Êx 27.9), "Um lugar cercado, reservado, que mostrava os israelitas que a adoração a Deus exigia sempre santidade, separação”. "O acesso ao Átrio era feito por intermédio de uma única porta. Esta porta apontava para Jesus Cristo. Nosso redentor, certa vez declarou: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á” [...] (Jo 10.9). Jesus é o único caminho que leva o homem até a presença do todo poderoso (Jo 14.6). No pátio havia duas peças principais, o altar do holocausto e a pia de cobre. Antes de realizar qualquer ação o sacerdote deveria ir até a pia e ali se purificar. Ao olhar na bacia, o sacerdote poderia ver a sua imagem ali refletida e se lembrar de que era pecador e que sem purificação não poderia se chegar diante de Deus. Somos imperfeitos e impuros, mas “o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

II – O LUGAR SANTO

            Trata-se de um lugar ainda mais reservado, no qual o sacerdote, “depois de passar pela pia” e se purificar, podia entrar. “Ali ele veria a luz do castiçal de ouro (Êx 25 31-40) que apontava para Jesus Cristo, à luz do mundo (Jo 8.12). No Lugar Santo também era colocada a mesa com os pães da proposição e o altar de incenso”.

III – O LUGAR SANTÍSSIMO

            “O terceiro e último compartimento era o Santo dos Santos, um local restrito, onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma vez ao ano. Dentro deste compartimento secreto ficava a arca da aliança” contendo as tábuas do Testemunho. Vale salientar que apenas o sacerdote superior poderia entrar no Santo dos Santos, tendo nas bordas do seu manto campainhas, a fim de que, caso houvesse iniquidade na hora do sacrifício, o sacerdote seria fulminado, o que se podia perceber pelo sonido da campainha. Ou seja, pelo que a Bíblia nos diz havia todo um cuidado prévio com relação ao sacrifício. Em outras palavras, o culto ao Senhor deveria ser realizado com muita seriedade e para isto, era necessário uma preparação antecipada. Nenhum sacerdote poderia adentrar ao lugar Santo e muito menos ao Santíssimo lugar, sem antes passar pela pia “purificadora” que, qual espelho revelava o perfil do que se achegava a ela. Há pessoas que além de cometerem pecados tentam escondê-los por anos a fio, como se o tempo se encarregasse de apagá-los. Todavia, é bom lembrar que, pecado, uma vez praticado, é para ser confessado e deixado. Caso contrário, Deus não receberá o nosso culto.

CONCLUSÃO:

            Mediante o que a Bíblia nos fala no tocante aos sacrifícios que deveriam ser oferecidos na Tenda da Congregação, aprendemos que não se pode cultuar a Deus de qualquer jeito. O nosso louvor e adoração precisam ser tributados ao Senhor a partir de um coração sincero e purificado. Daí os cuidados que o sacerdote deveria tomar antes de entrar, principalmente no Santo dos Santos.  Se houvesse pecado cometido, o ministrante ou ofertante poderia pagar com a própria vida. Que isto sirva de lição para todos nós!




Referências Bibliográficas:

- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD.
- VINE, W. E. Dicionário VINE, edição 2005, CPAD
- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico, edição 1998, CPAD
- Lição Mestre nº 09, EBD 1º trimestre – 2014
- MC NAIR, Stuart Edmund. Bíblia de Estudo Explicada, 1ª edição RJ, 2006, CPAD