Subsídio EBD, Lição nº 10 – 1º trimestre / 2014.
TEMA: LEIS CIVIS ENTREGUES POR MOISÉS AOS ISRAELITAS
TEXTO: (Êx 21 1-12).
INTRODUÇÃO:
Assim como, por exemplo, a Constituição Brasileira formada de artigos, incisos, parágrafos, alíneas, precisa de leis complementares que a regulamentem, o Decálogo Lei, composto de dispositivos legais, também precisava de leis específicas que o tornassem regulamentado e pronto para a execução, após a devida promulgação. A Lição deste domingo vai tratar principalmente de algumas leis civis, cujo objetivo era fazer com que os israelitas se conduzissem dentro de um perfil traçado pelo próprio Deus, uma vez que o povo havia perdido por completo tanto a sua identidade, como o sentido de nação. Todavia, com a intenção de subsidiarmos ainda mais o tema em apreço, discorreremos sobre os seguintes tópicos retirados do conteúdo da própria Lição: “O Que eram as Cidades de Refúgio”, “Denunciando as Injustiças Sociais” e “A Identidade de um Povo”.
I – O QUE ERAM AS CIDADES DE REFÚGIO
O próprio nome já define: Trata-se de abrigos que foram criados por Deus a fim de que, caso alguém involuntariamente cometesse algum crime, não tivesse que passar por atos de selvageria ou linchamento, ou ainda submetido às rigorosidades do sistema penal à época (Nm 35 9-11). O pastor Antônio Gilberto, diz que “Na antiga aliança, o sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por p锓. De acordo com a Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal, “Se alguém morresse vítima de violência, o crime era reconhecido como assassinato, mas o suspeito não poderia ser considerado automaticamente culpado. As pessoas não deveriam tolerar o pecado, mas ser imparciais em relação aos acusados, para que os mesmos tivessem um julgamento justo. As cidades de refúgio representavam a preocupação de Deus com a justiça em uma cultura que nem sempre protegia o inocente. É injusto tanto omitir os erros quanto tirar conclusões precipitadas. Quando uma pessoa for acusada de algum mal, fique ao lado da justiça, proteja aqueles cuja culpa não foi comprovada e ouça cuidadosamente todos os lados da história”. A Bíblia de Estudo Pentecostal, em nota explicativa, diz o seguinte: “As cidades de refúgio foram estabelecidas para a proteção de quem matasse acidentalmente uma pessoa. O acusado de homicídio podia fugir para uma dessas cidades e ficar ali sob proteção, até ser julgado por um tribunal (Nm 35 11,12). Se fosse declarado culpado de homicídio culposo, era executado imediatamente (vv. 16-21). Se fosse réu de homicídio involuntário, devia permanecer naquela cidade até a morte do sumo sacerdote; então, poderia voltar para casa em segurança (vv. 22-28). É interessante ressaltar que eram seis as cidades de refúgio (Nm 35 13,14).
II – DENUNCIANDO AS INJUSTIÇAS SOCIAIS
Deus levantou no passado, homens que tiveram um ministério profético brilhante, e nem por isso se acovardaram frente aos desafios que lhes eram impostos, principalmente em épocas de crises moral, política e espiritual. Moisés, por exemplo, diante das injustiças sociais que eram frequentemente cometidas pela sociedade de seus dias, instituiu leis justas como forma de coibir abusos e disciplinar o tratamento que deveria ser dado aos órfãos, viúvos, pobres, etc. (Êx 23 3-9). Segundo o pastor Antônio Gilberto, “Uma parte do ministério de vários profetas que Deus levantou no Antigo Testamento era denunciar e advertir os israelitas contra a injustiça social e trabalho mal remunerado e opressão dos ricos e poderosos”. A igreja tem igual papel, inclusive o de propor e cobrar ações justas e igualitárias dos que foram eleitos e estão nos parlamentos, como legítimos representantes da sociedade. É claro que não são os políticos, os únicos culpados de tanta injustiça social. Mas também a própria sociedade no seu dia-a-dia.
III – A IDENTIDADE DE UM POVO
Identidade significa um conjunto de características que norteiam a vida de uma dada sociedade, pessoas, grupos, enfim. São traços que visam identificar se de fato determinada pessoa pertence a uma dada etnia. É assim com os ciganos, negros, índios, judeus, etc. Lamentavelmente, vimos em Lições Bíblicas anteriores que Israel, em face do longo período em que esteve no Egito, dentre outros prejuízos, o povo perdeu a sua identidade. Durante os 430 anos de servidão, Israel foi aos poucos esquecendo sua intimidade com Deus e aceitando os costumes do Egito, inclusive o culto pagão, ao qual Deus abomina. É inegável que a igreja, claro, em seu aspecto local, tem perdido sua identidade. São muitos os cristãos que já desceram na correnteza do mundanismo, fazendo valer muito mais os ditames, costumes e hábitos que o sistema atual impõe, do que os valores exarados na Santa Palavra do Senhor. Aliás, às vezes dizemos que não aceitamos o ecumenismo, por exemplo, quando esse movimento já está instalado dentro das igrejas, no sentido mais amplo da palavra. Não se trata aqui de sincretismo religioso, pura e simplesmente, mas de um sincretismo de coisas e de práticas que não se coadunam com a conduta cristã. Aos romanos, disse o Apóstolo Paulo: “Não vos conformeis com este mundo” (Rm. 12.2). Lamentavelmente, "muitos cristãos já estão andando de mãos dadas com ele" (Ciro Zibordi).
CONCLUSÃO:
Enfim, conscientizemo-nos de que Cristo é hoje o nosso refúgio e protetor, mas também tenhamos a absoluta certeza de que não podemos silenciar frente às injustiças sociais e que, como verdadeiros cristãos precisamos manter a nossa identidade. Jamais esqueçamos de que estamos no mundo, mas do mundo não somos. Temos de ser referência nessa sociedade corroída pelo pecado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- VINE, W. E. Dicionário VINE, edição 2005, CPAD
- STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Lição do Mestre, 1º trimestre, 2014.
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