domingo, 9 de março de 2014

Subsídios EBD, Lição nº 11, 1º Trimestre – 2014.

Tema: DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO
Texto: (Êx 28 1-11).

INTRODUÇÃO:

Em Êxodo 28, temos o momento em que Deus determina que Moisés separe a Arão e seus filhos: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, para o exercício do santo ministério sacerdotal. Nos dias de hoje, certamente alguém diria que Deus agiu à base de nepotismo, pelo fato de ser Arão irmão legítimo de Moisés. Entretanto, é evidente que Deus jamais se utilizaria de tal expediente, nem levaria em consideração o fator “família” para tomar tal decisão, principalmente por se tratar da chamada e ordenação para um “ministério tão delicado”, coisa que só Deus e somente Ele pode fazer na vida do homem, de forma desprentenciosa. Se não fosse assim, Deus não seria Deus. Sem dúvida, o que Deus considerou foi exatamente às qualidades moral e espiritual visualizadas, especialmente em Arão, como um dos homens de confiança de Moisés. Aliás, se houvesse alguém mais capacitado do que ele para assumir o ofício sagrado de sumo sacerdote, seguramente Deus o teria escolhido, independentemente de ser parente ou não do líder Moisés.

I – O MINISTÉRIO SACERDOTAL

A Instituição do sacerdócio se remonta ao período antes da Lei mosaica (Gn 14 17,18), onde lemos a respeito da “Ordem de Melquisedeque”, figura de Cristo Jesus, nosso eterno e sumo sacerdote. Na opinião do pastor José Polini, “Os sacerdotes exerciam uma função diferenciada perante a sociedade de sua época, pois o próprio Deus os considerava “príncipes” sobre o povo (Lv 21.4). Neste contexto, as questões sociais eram trazidas aos sacerdotes, que gozavam de ilibada consideração social”. De acordo com a Revista Ensinador Cristão, “O sacerdote tinha a função principal de conduzir o homem até Deus, todavia também exercia funções no tabernáculo e no ensino da Lei (Lv 10.10,11); Dt 33.10; 1 Rs 17 27,28). O sacerdote não era um neófito. Ele precisava conhecer as leis civis e religiosas para exercer suas funções. Qualquer erro era pago com a própria vida. Isto nos mostra como é grande a responsabilidade daqueles que ministram na casa de Deus. É necessário que os pastores sejam separados, tenham uma vida santa, conheçam a Palavra de Deus e estejam aptos para ensiná-la”.

II – O OBREIRO COMO EXEMPLO PARA OS FIÉIS

É necessário que o líder, pastor, obreiro, enfim, mantenha uma vida exemplar, a fim de que os seus liderados tenham em quem se espelhar.  É claro que não se trata aqui de perfeição por parte do obreiro, pois isto lhe seria impossível. Todavia, é fundamental que aqueles que “ministram na casa de Deus”, conservem uma vida cristã modelo, bem como uma conduta moral ilibada. Caso contrário, não teremos força moral, nem autoridade para ensinarmos aos outros. O Apóstolo Paulo admoestou que Timóteo procurasse manter uma vida modelo diante dos que eram por ele liderados (2 Tm 3.14). Por falar em bons exemplos, o que é muito raro nos dias atuais, infelizmente, o pastor José Polini, diz que “O obreiro deve moderar sua voz para que não fale gritando, nem fale tão baixo que seja difícil ouvi-lo”. Quanto ao vocabulário, “não deve ser recheado de gírias e palavras obscenas” (Ef 5.3; Sl 34.13). “Durante a pregação devemos ter cuidado para não usar palavras pesadas, ou então palavras incompreensíveis aos ouvintes”. O pastor Antônio Gilberto, falando a respeito das qualificações do sacerdote, faz a seguinte aplicação: “Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1 Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1 Tm 6. 11,12). O pastor deve em tudo ser o exemplo” (Tt 2.7).

III – JESUS, SACERDOTE ETERNO.

Os sacerdotes da Antiga Aliança eram imperfeitos. Portanto não tiveram como perdoar definitivamente o povo e muito menos tirar, de uma vez por todas, os seus pecados. Porém Jesus, como cordeiro imaculado e sacerdote de uma eterna aliança, veio de Deus para tirar (remover) os pecados do mundo (Jo 1.29). Em outras palavras, significa que o seu sacrifício vicário objetivou livrar o homem convertido do poder do pecado, visto que o pecado em si está intrínseco na natureza pecaminosa do homem. E só será definitivamente removido por ocasião da redenção do nosso corpo mortal, conforme Paulo ensinou aos romanos no capítulo 8, versículo 23.

CONCLUSÃO:

Pelo que foi anteriormente exposto, concluímos que é imprescindível ao obreiro do Senhor, principalmente aquele que lida diretamente com a Palavra, um viver cuidadoso, vigilante e voltado para os bons princípios morais. Chega de obreiros relapsos que não tem compromissos nem consigo mesmo, imaginem com o Reino de Deus e sua Palavra; chega de obreiros despreparados para o exercício do ministério. Despreparado, enfatizo, quase em todos os sentidos. Especialmente hoje, quando estamos vivendo tempos modernos e de experiências, na maioria das vezes negativas, não se justifica constituirmos obreiros que não tenham, sequer, noção do que representa o ministério, para o qual foi chamado. Se é que foi chamado. TODO CUIDADO AINDA É POUCO!



Referências Bibliográfica:

- Lição de Mestre, EBD 1º trimestre / 2014
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Dicionário VINE


























































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