Subsídios
EBD, Lição nº 11, 1º Trimestre – 2014.
Tema: DEUS ESCOLHE
ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO
Texto: (Êx 28
1-11).
INTRODUÇÃO:
Em Êxodo 28, temos o momento em que Deus determina que Moisés separe a Arão e seus filhos: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, para o exercício do santo ministério sacerdotal. Nos dias de hoje, certamente alguém diria que Deus agiu à base de nepotismo, pelo fato de ser Arão irmão legítimo de Moisés. Entretanto, é evidente que Deus jamais se utilizaria de tal expediente, nem levaria em consideração o fator “família” para tomar tal decisão, principalmente por se tratar da chamada e ordenação para um “ministério tão delicado”, coisa que só Deus e somente Ele pode fazer na vida do homem, de forma desprentenciosa. Se não fosse assim, Deus não seria Deus. Sem dúvida, o que Deus considerou foi exatamente às qualidades moral e espiritual visualizadas, especialmente em Arão, como um dos homens de confiança de Moisés. Aliás, se houvesse alguém mais capacitado do que ele para assumir o ofício sagrado de sumo sacerdote, seguramente Deus o teria escolhido, independentemente de ser parente ou não do líder Moisés.
I – O MINISTÉRIO SACERDOTAL
A Instituição do
sacerdócio se remonta ao período antes da Lei mosaica (Gn 14 17,18), onde lemos
a respeito da “Ordem de Melquisedeque”, figura de Cristo Jesus, nosso eterno e
sumo sacerdote. Na opinião do pastor José Polini, “Os sacerdotes exerciam uma
função diferenciada perante a sociedade de sua época, pois o próprio Deus os
considerava “príncipes” sobre o povo (Lv 21.4). Neste contexto, as questões
sociais eram trazidas aos sacerdotes, que gozavam de ilibada consideração
social”. De acordo com a Revista Ensinador Cristão, “O sacerdote tinha a função
principal de conduzir o homem até Deus, todavia também exercia funções no
tabernáculo e no ensino da Lei (Lv 10.10,11); Dt 33.10; 1 Rs 17 27,28). O
sacerdote não era um neófito. Ele precisava conhecer as leis civis e religiosas
para exercer suas funções. Qualquer erro era pago com a própria vida. Isto nos
mostra como é grande a responsabilidade daqueles que ministram na casa de Deus.
É necessário que os pastores
sejam separados, tenham uma vida santa, conheçam a Palavra de Deus e estejam
aptos para ensiná-la”.
II – O OBREIRO COMO EXEMPLO PARA OS
FIÉIS
É necessário que o líder, pastor, obreiro, enfim,
mantenha uma vida exemplar, a fim de que os seus liderados tenham em quem se
espelhar. É claro que não se trata aqui
de perfeição por parte do obreiro, pois isto lhe seria impossível. Todavia, é
fundamental que aqueles que “ministram na casa de Deus”, conservem uma vida
cristã modelo, bem como uma conduta moral ilibada. Caso contrário, não teremos
força moral, nem autoridade para ensinarmos aos outros. O Apóstolo Paulo
admoestou que Timóteo procurasse manter uma vida modelo diante dos que eram por
ele liderados (2 Tm 3.14). Por falar em bons exemplos, o que é muito raro nos dias atuais, infelizmente, o pastor José Polini, diz
que “O obreiro deve moderar sua voz para que não fale gritando, nem fale tão
baixo que seja difícil ouvi-lo”. Quanto ao vocabulário, “não deve ser recheado
de gírias e palavras obscenas” (Ef 5.3; Sl 34.13). “Durante a pregação devemos
ter cuidado para não usar palavras pesadas, ou então palavras incompreensíveis
aos ouvintes”. O pastor Antônio Gilberto, falando a respeito das qualificações do sacerdote, faz a seguinte aplicação: “Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1 Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1 Tm 6. 11,12). O pastor deve em tudo ser o
exemplo” (Tt 2.7).
III – JESUS, SACERDOTE ETERNO.
Os sacerdotes da Antiga Aliança eram imperfeitos. Portanto
não tiveram como perdoar definitivamente o povo e muito menos tirar, de uma vez
por todas, os seus pecados. Porém Jesus, como cordeiro imaculado e sacerdote de
uma eterna aliança, veio de Deus para tirar (remover) os pecados do mundo (Jo
1.29). Em outras palavras, significa que o seu sacrifício vicário objetivou
livrar o homem convertido do poder do pecado, visto que o pecado em si está
intrínseco na natureza pecaminosa do homem. E só será definitivamente removido por ocasião da redenção do nosso corpo mortal, conforme Paulo ensinou aos romanos no capítulo 8, versículo 23.
CONCLUSÃO:
Pelo que foi anteriormente exposto, concluímos que é imprescindível ao
obreiro do Senhor, principalmente aquele que lida diretamente com a Palavra, um
viver cuidadoso, vigilante e voltado para os bons princípios morais. Chega de obreiros
relapsos que não tem compromissos nem consigo mesmo, imaginem com o Reino de
Deus e sua Palavra; chega de obreiros despreparados para o exercício do
ministério. Despreparado, enfatizo, quase em todos os sentidos. Especialmente
hoje, quando estamos vivendo tempos modernos e de experiências, na maioria das
vezes negativas, não se justifica constituirmos obreiros que não tenham, sequer,
noção do que representa o ministério, para o qual foi chamado. Se é que foi chamado. TODO
CUIDADO AINDA É POUCO!
Referências Bibliográfica:
- Lição de Mestre, EBD 1º trimestre / 2014
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Dicionário VINE
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