Subsídio EBD, Lição nº 09
– 1º trimestre / 2014.
TEMA: UM LUGAR DE ADORAÇÃO A
DEUS NO DESERTO
TEXTO: (Êx 25 1-9).
INTRODUÇÃO:
O
Tabernáculo, como conhecemos pela Palavra de Deus, era uma tenda portátil que
acompanhou o povo Israel ao longo de toda a sua trajetória pelo deserto rumo à
Canaã. É interessante ressaltar que todo o projeto para a construção do
Tabernáculo, nos seus mínimos detalhes, fora dado pelo próprio Deus a Moisés,
como podemos ver no capítulo 25 do êxodo. Em tempos passados Deus havia agido de
modo semelhante, quando deu a Noé todo o modelo para a construção da Arca. No
presente esboço, estaremos tratando a respeito das três partes principais em que
se dividia o Tabernáculo:
I – O ÁTRIO
De
acordo com a revista Ensinador Cristão
nº 57, publicada pela CPAD, “O Átrio era um pátio”: “Farás também o pátio do
Tabernáculo" (Êx 27.9), "Um lugar cercado, reservado, que mostrava os israelitas
que a adoração a Deus exigia sempre santidade, separação”. "O acesso ao Átrio
era feito por intermédio de uma única porta. Esta porta apontava para Jesus
Cristo. Nosso redentor, certa vez declarou: “Eu sou a porta; se alguém entrar
por mim, salvar-se-á” [...] (Jo 10.9). Jesus é o único caminho que leva o homem
até a presença do todo poderoso (Jo 14.6). No pátio havia duas peças
principais, o altar do holocausto e a pia de cobre. Antes de realizar qualquer
ação o sacerdote deveria ir até a pia e ali se purificar. Ao olhar na bacia, o
sacerdote poderia ver a sua imagem ali refletida e se lembrar de que era
pecador e que sem purificação não poderia se chegar diante de Deus. Somos
imperfeitos e impuros, mas “o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo
pecado” (1 Jo 1.7).
II – O LUGAR SANTO
Trata-se
de um lugar ainda mais reservado, no qual o sacerdote, “depois de passar pela
pia” e se purificar, podia entrar. “Ali ele veria a luz do castiçal de ouro (Êx
25 31-40) que apontava para Jesus Cristo, à luz do mundo (Jo 8.12). No Lugar
Santo também era colocada a mesa com os pães da proposição e o altar de
incenso”.
III – O LUGAR SANTÍSSIMO
“O
terceiro e último compartimento era o Santo dos Santos, um local restrito, onde
somente o sumo sacerdote poderia entrar uma vez ao ano. Dentro deste
compartimento secreto ficava a arca da aliança” contendo as tábuas do
Testemunho. Vale salientar que apenas o sacerdote superior poderia entrar no
Santo dos Santos, tendo nas bordas do seu manto campainhas, a fim de que, caso
houvesse iniquidade na hora do sacrifício, o sacerdote seria fulminado, o que se
podia perceber pelo sonido da campainha. Ou seja, pelo que a Bíblia nos diz
havia todo um cuidado prévio com relação ao sacrifício. Em outras palavras, o
culto ao Senhor deveria ser realizado com muita seriedade e para isto, era
necessário uma preparação antecipada. Nenhum sacerdote poderia adentrar ao
lugar Santo e muito menos ao Santíssimo lugar, sem antes passar pela pia
“purificadora” que, qual espelho revelava o perfil do que se achegava a ela. Há pessoas que além de cometerem pecados tentam escondê-los por
anos a fio, como se o tempo se encarregasse de apagá-los. Todavia, é bom
lembrar que, pecado, uma vez praticado, é para ser confessado e deixado. Caso
contrário, Deus não receberá o nosso culto.
CONCLUSÃO:
Mediante
o que a Bíblia nos fala no tocante aos sacrifícios que deveriam ser oferecidos
na Tenda da Congregação, aprendemos que não se pode cultuar a Deus de qualquer
jeito. O nosso louvor e adoração precisam ser tributados ao Senhor a partir de
um coração sincero e purificado. Daí os cuidados que o sacerdote deveria tomar
antes de entrar, principalmente no Santo dos Santos. Se houvesse pecado cometido, o ministrante ou
ofertante poderia pagar com a própria vida. Que isto sirva de lição para todos
nós!
Referências Bibliográficas:
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD.
- VINE, W. E. Dicionário
VINE, edição 2005, CPAD
- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico, edição 1998, CPAD
- Lição Mestre nº 09, EBD 1º trimestre – 2014
- MC NAIR, Stuart Edmund. Bíblia de Estudo Explicada, 1ª edição RJ, 2006, CPAD
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