segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ADMINISTRAÇÃO OU MONOPÓLIO? EIS A QUESTÃO.

Subsídio EBD, Lição nº 08 – 1º trimestre / 2014.
TEMA: MOISÉS, SUA LIDERANÇA E SEUS AUXILIARES.
TEXTO: (Êx 18 13-22).

INTRODUÇÃO:

Moisés se destaca nas páginas da Bíblia não apenas como legislador, mas também como um grande líder. Porém, em sua trajetória administrativa diante do comando da nação israelita, o encontramos passando por momentos dificílimos no que tange a sobrecarga frente aos muitos problemas do povo. De maneira tal que, se não fora a sábia atitude de Jetro, Moisés certamente não teria resistido. No presente esboço, trataremos a respeito dos seguintes tópicos: “O Líder e seus auxiliares”, “O Monopólio do poder administrativo” e “O Obreiro e o bom exemplo”.

I – O LÍDER E SEUS AUXILIARES

É inegável que muitos líderes já estiveram à beira de uma estafa pelo fato de tentarem desenvolver uma administração centralizadora. Eles acharam que podiam fazer tudo sozinhos. No texto básico da Lição nº 08, 1º trimestre de 2014, vemos que Moisés, se não fora o sábio e oportuno conselho de Jetro, seu sogro, ele teria, no mínimo, contraído um esgotamento físico e mental. A responsabilidade de guiar e julgar o povo em suas mais diferentes necessidades, cada vez mais pesava sobre os ombros do grande líder. Mas, como uma das características do verdadeiro líder é saber ouvir, Moisés prontamente ouviu o seu sogro Jetro e logo constituiu homens capazes e tementes a Deus, dentre o povo, para ajudá-lo na administração e solução dos pequenos negócios, enquanto ele se ocupava de solucionar os problemas de maior gravidade (Êx 18.22). Ainda bem que Moisés tinha em seus quadros, homens com quem podia contar. O que nem sempre é possível. Aliás, as igrejas estão abarrotadas de evangelistas, presbíteros, diáconos e auxiliares, porém quando o pastor precisa deles, nem sempre é correspondido. Falta-lhes compromisso com a obra de Deus, preparo tanto intelectual, quanto psicológico e espiritual e, acima de tudo, vocação para o exercício do trabalho do Senhor e até do santo ministério. Moisés podia contar não a penas com Jetro. Ele dispunha de outros que eram “homens de verdade” (Êx 18.21). Ou seja, eram homens que tinham caráter e disposição para servir. Alguém já disse que, “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Aprendamos a lição e sejamos auxiliares de verdade.

II – O MONOPÓLIO DO PODER ADMINISTRATIVO ECLESIÁSTICO

            A palavra “monopólio” lembra muito bem o período da colonização brasileira, quando os europeus aqui chegaram para tomar posse das terras que já eram ocupadas por povos nativos, os índios. Quem lê a História do Brasil sabe o quanto foi terrível aquela época. Os “descobridores” eram impiedosos e agiam como dominadores sobre os indígenas que aos poucos foram sendo dizimados de suas terras. Porém na igreja do Senhor não pode haver “monopólio” ou dominação, pois ela pertence a Deus. O verdadeiro líder não domina. Ele administra com cautela e sabedoria. De acordo com o pastor Elinaldo Renovato, "Líder não é o que manda, mas o que comanda. Líder não é o que diz "façam", mas o que diz, "façamos". O líder fraco diz: "Aqui quem manda sou eu!" Não  é um líder, mas um "chefe". Quão sábio foi Moisés ao dar ouvido aos conselhos do seu sogro Jetro (Êx. 18 17-22). Que lição! Especialmente para aqueles que ainda insistem em achar que são donos da igreja. A obra de Deus é apenas uma mordomia que o Senhor nos confiou para administrar e administrar bem. Ou seja, a obra pertence a Ele. Ninguém é dono da igreja. O líder precisa, pelo menos em determinados momentos, ouvir os seus liderados. É claro que o governo da igreja não é uma democracia, mas também não pode ser um regime ditatorial. Há trabalhos emperrados, estacionados, por falta de uma sábia liderança. Enfim, o que está ocorrendo mesmo é que alguns líderes pensam que a igreja ou a organização religiosa à qual pertencem, é propriedade sua. Lamentável!!!!

III – O OBREIRO E O BOM EXEMPLO

Todo obreiro precisa primar pelo bom exemplo diante de Deus, da igreja e da sociedade que o cerca. Quando falamos de bom exemplo, estamos nos reportando a procedimentos corretos, dignos, tanto no âmbito da igreja, como no âmbito familiar e social. Não é possível dar bom exemplo na igreja e na sociedade, se em casa, no convívio familiar, agimos totalmente ao contrário. Aliás, em algumas das Epístolas paulinas encontramos diversos conselhos e exposições de deveres, como por exemplo: I Timóteo 3 1-13, onde lemos sobre o comportamento daquele que faz a obra do Senhor. Precisamos ser exemplo no trato com a Palavra, nas atividades da casa do Senhor, diante dos mais jovens, enfim, não devemos prescindir do comportamento exemplar que a Santa Palavra requer de cada um de nós, obreiros do Senhor. Quanto aos obreiros ministros, o pastor Antônio Gilberto diz que “O verdadeiro ministro de Cristo precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também dos homens” (2 Co 8.21; 1 Tm 6 11,12). Sigamos o exemplo deixado por Moisés.

CONCLUSÃO:

            De modo que, se o líder não tiver auxiliares com quem possa contar nas horas de dificuldades, não buscar administrar com sabedoria, procurando ouvir pessoas maduras que tenham capacidade de sugerir, e se descuidar de viver uma vida digna diante de Deus, da igreja e dos homens, ele será um líder fadado ao insucesso no exercício de seu ministério.



Referências Bibliográficas:

. Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD.
. VINE, W. E. MERRIL F. UNGER WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE, 5a edição 2005, CPAD.
. Bíblia de Estudo “Obreiro Aprovado”, edição 2009, CPAD.
. Lição EBD nº 08, 1º trimestre - 2014.

           





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