Subsídio EBD, Lição nº 08
– 1º trimestre / 2014.
TEMA: MOISÉS, SUA LIDERANÇA E SEUS
AUXILIARES.
TEXTO: (Êx 18 13-22).
INTRODUÇÃO:
Moisés se
destaca nas páginas da Bíblia não apenas como legislador, mas também como um
grande líder. Porém, em sua trajetória administrativa diante do comando da
nação israelita, o encontramos passando por momentos dificílimos no que tange a sobrecarga frente aos muitos problemas do povo. De maneira tal que, se não fora a sábia
atitude de Jetro, Moisés certamente não teria resistido. No presente esboço,
trataremos a respeito dos seguintes tópicos: “O Líder e seus auxiliares”, “O
Monopólio do poder administrativo” e “O Obreiro e o bom exemplo”.
I – O LÍDER E SEUS AUXILIARES
É inegável
que muitos líderes já estiveram à beira de uma estafa pelo fato de tentarem
desenvolver uma administração centralizadora. Eles acharam que podiam fazer
tudo sozinhos. No texto básico da Lição nº 08, 1º trimestre de 2014, vemos que
Moisés, se não fora o sábio e oportuno conselho de Jetro, seu sogro, ele teria,
no mínimo, contraído um esgotamento físico e mental. A responsabilidade de
guiar e julgar o povo em suas mais diferentes necessidades, cada vez mais
pesava sobre os ombros do grande líder. Mas, como uma das características do
verdadeiro líder é saber ouvir, Moisés prontamente ouviu o seu sogro Jetro e
logo constituiu homens capazes e tementes a Deus, dentre o povo, para ajudá-lo
na administração e solução dos pequenos negócios, enquanto ele se ocupava de
solucionar os problemas de maior gravidade (Êx 18.22). Ainda bem que Moisés
tinha em seus quadros, homens com quem podia contar. O que nem sempre é
possível. Aliás, as igrejas estão abarrotadas de evangelistas, presbíteros, diáconos e auxiliares, porém
quando o pastor precisa deles, nem sempre é correspondido. Falta-lhes
compromisso com a obra de Deus, preparo tanto intelectual, quanto psicológico e
espiritual e, acima de tudo, vocação para o exercício do trabalho do Senhor e
até do santo ministério. Moisés podia contar não a penas com Jetro. Ele
dispunha de outros que eram “homens de verdade” (Êx 18.21). Ou seja, eram
homens que tinham caráter e disposição para servir. Alguém já disse que, “Quem
não vive para servir, não serve para viver”. Aprendamos a lição e sejamos
auxiliares de verdade.
II – O MONOPÓLIO DO PODER ADMINISTRATIVO ECLESIÁSTICO
A
palavra “monopólio” lembra muito bem o período da colonização brasileira,
quando os europeus aqui chegaram para tomar posse das terras que já eram
ocupadas por povos nativos, os índios. Quem lê a História do Brasil sabe o
quanto foi terrível aquela época. Os “descobridores” eram impiedosos e agiam
como dominadores sobre os indígenas que aos poucos foram sendo dizimados de
suas terras. Porém na igreja do Senhor não pode haver “monopólio” ou dominação,
pois ela pertence a Deus. O verdadeiro líder não domina. Ele administra com cautela e sabedoria. De acordo com o pastor Elinaldo Renovato, "Líder não é o que manda, mas o que comanda. Líder não é o que diz "façam", mas o que diz, "façamos". O líder fraco diz: "Aqui quem manda sou eu!" Não é um líder, mas um "chefe". Quão sábio foi Moisés ao dar ouvido aos conselhos do seu sogro Jetro
(Êx. 18 17-22). Que lição! Especialmente para aqueles que ainda insistem em
achar que são donos da igreja. A obra de Deus é apenas uma mordomia que o
Senhor nos confiou para administrar e administrar bem. Ou seja, a obra pertence a Ele. Ninguém é dono da igreja. O líder
precisa, pelo menos em determinados momentos, ouvir os seus liderados. É claro
que o governo da igreja não é uma democracia, mas também não pode ser um regime
ditatorial. Há trabalhos emperrados, estacionados, por falta de uma sábia liderança. Enfim, o que está ocorrendo mesmo é que alguns líderes pensam que a igreja ou a organização religiosa à qual pertencem, é propriedade sua. Lamentável!!!!
III – O OBREIRO E O BOM EXEMPLO
Todo
obreiro precisa primar pelo bom exemplo diante de Deus, da igreja e da
sociedade que o cerca. Quando falamos de bom exemplo, estamos nos reportando a
procedimentos corretos, dignos, tanto no âmbito da igreja, como no âmbito familiar
e social. Não é possível dar bom exemplo na igreja e na sociedade, se em casa,
no convívio familiar, agimos totalmente ao contrário. Aliás, em algumas das
Epístolas paulinas encontramos diversos conselhos e exposições de deveres, como
por exemplo: I Timóteo 3 1-13, onde lemos sobre o comportamento daquele que faz
a obra do Senhor. Precisamos ser exemplo no trato com a Palavra, nas atividades
da casa do Senhor, diante dos mais jovens, enfim, não devemos prescindir do
comportamento exemplar que a Santa Palavra requer de cada um de nós, obreiros
do Senhor. Quanto aos obreiros ministros, o pastor Antônio Gilberto diz que “O verdadeiro ministro de Cristo
precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também dos homens” (2
Co 8.21; 1 Tm 6 11,12). Sigamos o exemplo deixado por Moisés.
CONCLUSÃO:
De
modo que, se o líder não tiver auxiliares com quem possa contar nas horas de
dificuldades, não buscar administrar com sabedoria, procurando ouvir pessoas
maduras que tenham capacidade de sugerir, e se descuidar de viver uma vida
digna diante de Deus, da igreja e dos homens, ele será um líder fadado ao
insucesso no exercício de seu ministério.
Referências Bibliográficas:
. Bíblia de Estudo Pentecostal,
edição 2007, CPAD.
. VINE, W. E.
MERRIL F. UNGER WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE, 5a edição 2005, CPAD.
. Bíblia de Estudo “Obreiro Aprovado”,
edição 2009, CPAD.
. Lição EBD nº 08, 1º trimestre - 2014.
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