Subsídio EBD, Lição nº 07
– 1º trimestre / 2014.
TEMA: OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR
TEXTO: (Êx 20
1-5,7-10,12-17).
INTRODUÇÃO:
No primeiro
tópico da Lição nº 07, 1º trimestre de 2014, está escrito e comentado que “A
Lei entregue por Deus a Moisés é um padrão de moralidade para o caráter e a
conduta do homem, seja ele judeu, seja ele gentio” (Dt. 4.8; Rm. 7.12). Como já
disse alguém, trata-se “do mais perfeito código de Lei estudado, inclusive por
juristas em todo mundo”. Logo entendemos serem os Dez Mandamentos um conjunto
de princípios morais que devem nortear a vida de ambos os grupos de pessoas
(judeus e gentios) em todos os tempos, visto que a parte cerimonial da Lei foi
exclusivamente para Israel. A seguir, estaremos tecendo alguns pormenores com
relação aos seguintes pontos: “Outros Deuses”, “O Aspecto Moral da Lei” e “A
Lei e a Graça”.
I – OUTROS DEUSES
a)
Culto aos anjos – Segundo o pastor Elinaldo Renovato em seu comentário a respeito da
Epístola aos Colossenses, “(...) Os anjos não são perfeitos, nem merecem
adoração ou culto”. Diz Paulo: “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos”
(I Co 6.3a). (...) Anjos são criaturas e não devem ser adorados. Todavia, os gnósticos
que se constituíam opositores ferrenhos à verdadeira doutrina da Palavra de
Deus, defendiam a ideia de que os anjos, pelo fato de fazerem parte dos
“espíritos elementares do universo” deveriam ser adorados ou cultuados. Que
absurdo! Em Êxodo, 20.3, está escrito: “Não terás outros deuses diante de mim”.
Deus não dá a sua Glória a outrem! De tal modo que a igreja não deve se deixar
levar por argumentos que afirmam serem os anjos dignos de adoração e louvor. Na
tentação do deserto, diante da insistência de satanás, o Senhor Jesus deixou
claro: “(...) Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás” (Mt 4.10).
b)
Culto ao homem – antropólogos, sociólogos, humanistas, enfim, continuam a defender a
ideia de que o homem é a medida de todas as coisas. Na área da educação, muitos
se posicionam na defesa de que sem que haja investimentos na melhoria e
qualificação do ensino, os problemas que assolam o Brasil, por exemplo, tendem
a se perpetuar. Ou seja, na opinião desses pensadores, somente a educação pode
mudar o país e o mundo. Isso não deixa de ser um espécie de culto ao homem.
II – O ASPECTO MORAL DA LEI
Sabe-se
que a Lei mosaica subdividia-se em três aspectos: O moral, o civil e o cerimonial. A parte cerimonial que se constituía de cerimônias, rituais, enfim, tais como: A circuncisão,
os holocaustos, os altares, a páscoa, as luas novas, a guarda do sábado que, aliás, os adventistas do sétimo dia tem transformado num verdadeiro cavalo de batalha contra os evangélicos, o dízimo, etc,, eram exclusivos para
Israel naqueles dias. Ao passo que o aspecto moral tem caráter universal, pois
diz respeito a todos os homens, indistintamente. O pastor Antônio Gilberto,
diz: “Muitos pensam que os preceitos morais da Lei foram somente para o Antigo
Testamento. Todavia, Jesus ressaltou, no Sermão da Montanha, que os preceitos
morais da Lei são eternos e imutáveis, por isso precisamos conhecê-los”.
De acordo com o Dicionário Teológico editado pela CPAD, a Lei Moral “É um conjunto de regras entregues pelo Senhor a Israel, visando a normatização das relações sociais de seu povo na Terra Prometida (...). A Lei Moral serviria como modelo para as legislações modernas. Alguém já disse, com muita propriedade, que todas as leis já adotadas pelo homem poderiam ser substituídas pelo Decálogo”.
De acordo com o Dicionário Teológico editado pela CPAD, a Lei Moral “É um conjunto de regras entregues pelo Senhor a Israel, visando a normatização das relações sociais de seu povo na Terra Prometida (...). A Lei Moral serviria como modelo para as legislações modernas. Alguém já disse, com muita propriedade, que todas as leis já adotadas pelo homem poderiam ser substituídas pelo Decálogo”.
III – A LEI E A GRAÇA
Ambas de origem divina, porém
diferentes em essência e finalidade. A Lei foi outorgada por Deus a Israel; a graça
foi trazida por Jesus; a Lei expõe o transgressor e o torna consciente do
pecado; a graça veio para libertar o pecador do poder do pecado; Paulo disse:
“Pela graça sois salvos” (...) (Ef 6.10). Não do pecado, mas do poder dos pecados cometidos, visto que o pecado é intrínseco da natureza caída do homem. Eis a razão
porque o Apóstolo Paulo disse aos romanos: “(...) Mas nós mesmos, que temos as
primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, (...) esperando a redenção
do nosso corpo”... (Rm 8.23). Em outras palavras, a graça nos possibilita resistir
o poder do pecado que há na nossa natureza pecaminosa, herança de Adão. A Lei
foi dada para normatização da conduta israelita. Cabe, portanto, a nós observarmos
seus princípios morais. Por outro lado, a graça manifestada em Jesus, tem por
objetivo trazer salvação aos homens, ensinar a renunciar a impiedade e as
concupiscências mundanas “[...]. (Tt 2 11,12). Trata-se, numa ótica mais ampla, de duas dispensações: uma
que já passou (a da Lei). A outra que continua em vigência (a da graça).
CONCLUSÃO:
A partir do
acima exposto, aprendemos que somente a Deus devemos adorar e render-lhe
culto; que o aspecto moral da Lei é eterno e imutável e deve ser observado por
todas as gerações, independentemente de cor, raça, religião ou posição social.
Aprendemos ainda que a Lei foi dada para os judeus, cabendo-nos apenas
observarmos os princípios morais por ela deixados. E por fim, a graça,
cujos ditames encontram-se expressos na Palavra de Deus, pelos quais devemos
nos reger.
Referências
Bibliográficas:
- Lição EBD, nº 07, 1º trimestre – 2014.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
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