sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Subsídio EBD, Lição nº 07 – 1º trimestre / 2014.
TEMA: OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR
TEXTO: (Êx 20 1-5,7-10,12-17).

INTRODUÇÃO:

No primeiro tópico da Lição nº 07, 1º trimestre de 2014, está escrito e comentado que “A Lei entregue por Deus a Moisés é um padrão de moralidade para o caráter e a conduta do homem, seja ele judeu, seja ele gentio” (Dt. 4.8; Rm. 7.12). Como já disse alguém, trata-se “do mais perfeito código de Lei estudado, inclusive por juristas em todo mundo”. Logo entendemos serem os Dez Mandamentos um conjunto de princípios morais que devem nortear a vida de ambos os grupos de pessoas (judeus e gentios) em todos os tempos, visto que a parte cerimonial da Lei foi exclusivamente para Israel. A seguir, estaremos tecendo alguns pormenores com relação aos seguintes pontos: “Outros Deuses”, “O Aspecto Moral da Lei” e “A Lei e a Graça”.

I – OUTROS DEUSES

a)     Culto aos anjos – Segundo o pastor Elinaldo Renovato em seu comentário a respeito da Epístola aos Colossenses, “(...) Os anjos não são perfeitos, nem merecem adoração ou culto”. Diz Paulo: “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos” (I Co 6.3a). (...) Anjos são criaturas e não devem ser adorados. Todavia, os gnósticos que se constituíam opositores ferrenhos à verdadeira doutrina da Palavra de Deus, defendiam a ideia de que os anjos, pelo fato de fazerem parte dos “espíritos elementares do universo” deveriam ser adorados ou cultuados. Que absurdo! Em Êxodo, 20.3, está escrito: “Não terás outros deuses diante de mim”. Deus não dá a sua Glória a outrem! De tal modo que a igreja não deve se deixar levar por argumentos que afirmam serem os anjos dignos de adoração e louvor. Na tentação do deserto, diante da insistência de satanás, o Senhor Jesus deixou claro: “(...) Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás” (Mt 4.10).
b)    Culto ao homem – antropólogos, sociólogos, humanistas, enfim, continuam a defender a ideia de que o homem é a medida de todas as coisas. Na área da educação, muitos se posicionam na defesa de que sem que haja investimentos na melhoria e qualificação do ensino, os problemas que assolam o Brasil, por exemplo, tendem a se perpetuar. Ou seja, na opinião desses pensadores, somente a educação pode mudar o país e o mundo. Isso não deixa de ser um espécie de culto ao homem.

II – O ASPECTO MORAL DA LEI

      Sabe-se que a Lei mosaica subdividia-se em três aspectos: O moral, o civil e o cerimonial. A parte cerimonial que se constituía de cerimônias, rituais, enfim, tais como: A circuncisão, os holocaustos, os altares, a páscoa, as luas novas, a guarda do sábado que, aliás, os adventistas do sétimo dia tem transformado num verdadeiro cavalo de batalha contra os evangélicos, o dízimo, etc,, eram exclusivos para Israel naqueles dias. Ao passo que o aspecto moral tem caráter universal, pois diz respeito a todos os homens, indistintamente. O pastor Antônio Gilberto, diz: “Muitos pensam que os preceitos morais da Lei foram somente para o Antigo Testamento. Todavia, Jesus ressaltou, no Sermão da Montanha, que os preceitos morais da Lei são eternos e imutáveis, por isso precisamos conhecê-los”.  
    De acordo com o Dicionário Teológico editado pela CPAD, a Lei Moral “É um conjunto de regras entregues pelo Senhor a Israel, visando a normatização das relações sociais de seu povo na Terra Prometida (...). A Lei Moral serviria como modelo para as legislações modernas. Alguém já disse, com muita propriedade, que todas as leis já adotadas pelo homem poderiam ser substituídas pelo Decálogo”.

III – A LEI E A GRAÇA

            Ambas de origem divina, porém diferentes em essência e finalidade. A Lei foi outorgada por Deus a Israel; a graça foi trazida por Jesus; a Lei expõe o transgressor e o torna consciente do pecado; a graça veio para libertar o pecador do poder do pecado; Paulo disse: “Pela graça sois salvos” (...) (Ef 6.10). Não do pecado, mas do poder dos pecados cometidos, visto que o pecado é intrínseco da natureza caída do homem. Eis a razão porque o Apóstolo Paulo disse aos romanos: “(...) Mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, (...) esperando a redenção do nosso corpo”... (Rm 8.23). Em outras palavras, a graça nos possibilita resistir o poder do pecado que há na nossa natureza pecaminosa, herança de Adão. A Lei foi dada para normatização da conduta israelita. Cabe, portanto, a nós observarmos seus princípios morais. Por outro lado, a graça manifestada em Jesus, tem por objetivo trazer salvação aos homens, ensinar a renunciar a impiedade e as concupiscências mundanas “[...]. (Tt 2 11,12). Trata-se, numa  ótica mais ampla, de duas dispensações: uma que já passou (a da Lei). A outra que continua em vigência (a da graça).

CONCLUSÃO:

A partir do acima exposto, aprendemos que somente a Deus devemos adorar e render-lhe culto; que o aspecto moral da Lei é eterno e imutável e deve ser observado por todas as gerações, independentemente de cor, raça, religião ou posição social. Aprendemos ainda que a Lei foi dada para os judeus, cabendo-nos apenas observarmos os princípios morais por ela deixados. E por fim, a graça, cujos ditames encontram-se expressos na Palavra de Deus, pelos quais devemos nos reger.



Referências Bibliográficas:
- Lição EBD, nº 07, 1º trimestre – 2014.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD

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