Subsídios
para a Lição de EBD nº 06 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI
TEXTO:
(Êx 19 1-6; Nm 11 1-3).
INTRODUÇÃO:
O texto de Êxodo 19.1, narra que quase três meses haviam se
passado da saída de Israel do Egito, e o povo agora caminhava em direção ao
Sinai. A peregrinação se tornava cada vez mais difícil para Moisés em face,
principalmente das constantes murmurações do povo de Deus. Não obstante, o
Senhor que não pode ser infiel nem contradizer-se em relação à sua Palavra,
sempre atentou para as necessidades do seu povo em todas as épocas, independentemente
das circunstâncias. No presente esboço, faremos uma abordagem sucinta, porém, fundamentada, sobre “A Bíblia e a Linguagem Figurada”, “A Igreja como
Peregrina” e “Os Bezerros de Ouro na Atualidade”.
I
– Tópico nº 01 – A BÍBLIA E A LINGUAGEM FIGURADA
A Bíblia sagrada é rica
em linguagem simbólica. De Gênesis a Apocalipse, Deus se utiliza desse tipo de
linguagem, através da qual comunica seus desígnios às gerações em todas as
épocas e, principalmente ao seu povo. Eis a razão porque se torna necessário
conhecermos tanto o Velho Testamento quanto o Novo Testamento. O Pastor Antonio
Gilberto diz: "Os fatos do Antigo Testamento são como figuras" (1 Co 10 6-11).
Ou seja, no Velho Testamento tem-se, através das figuras, a previsão dos
eventos que deveriam se concretizar no Novo
Testamento. É o que conhecemos no campo da Teologia Bíblica como sendo “tipo e antítipo”. O tipo
é uma previsão. O antítipo, a realização, o resultado concreto. Daí porque a
mensagem da Bíblia encerra os dois sentidos: O literal (palpável, visível) e o
simbólico (figurado, espiritual). É fundamental que o estudante da Bíblia, o
Professor de EBD, o obreiro, enfim, tenha o conhecimento da abundante linguagem
figurada nas Escrituras Sagradas. Se ignorarmos tal conhecimento, dificilmente teremos a imprescindível compreensão dos fatos narrados tanto no Antigo Testamento como no Novo
Testamento.
II
– Tópico nº 02 – A IGREJA COMO PEREGRINA.
Assim como Israel que peregrinou em pleno deserto entre
Egito e Canaã, a igreja do Senhor prossegue sua marcha como peregrina nesse
mundo de pecado e dor. Ela não é daqui, e, portanto, caminha convicta de que terá
um porto seguro nos braços do Salvador Jesus. É uma jornada difícil, pois há constantes
perigos pelo caminho, o que é natural na vida de quem está atravessando um imenso
deserto. Foi exatamente o que se deu com Israel. Tanto é que Deus proveu
durante o dia uma coluna de nuvem, e à noite uma coluna de fogo para guiar o
povo e até para livrá-lo da fúria do irredutível Faraó. Porém, no tocante à
igreja, seja qual for o deserto, a vitória nos é garantida. Segundo a revista
Ensinador Cristão nº 57, pág. 39, “Talvez você também esteja passando por um
vale árido, um deserto. Este não é o lugar que Deus preparou para você, mas com
certeza é um tempo de aprendizado e de ver o milagre da provisão. Depois dos “desertos”
desta vida, você também estará pronto para a eternidade com Deus”.
III
– OS BEZERROS DE OURO NA ATUALIDADE
O povo de Israel, com a indevida anuência do líder Arão, aproveitando-se
da ausência de Moisés que estava no monte com Deus, construiu para si um “bezerro
de ouro” para tributar-lhe culto (Êx 32 2.6). E hoje, Que tipo de ídolo está
sendo construído na vida de muitos que se dizem cristãos? Ora, sabe-se que muitos dos nossos irmãos
em Cristo nos dias hodiernos, vivem de constituir ídolos para si. No campo da
música, por exemplo, há aqueles que têm o seu ídolo preferido e até acabam se
transformando em fãs de carteirinha. Muitos idolatram um artista famoso, um pregador, um cantor
evangélico, etc., outros há que idolatram um filho, um animal de estimação, um
objeto, e por aí vai. Determinada irmã certa vez nos disse: “Estou evitando ir aos cultos, para não deixar o meu cachorro sozinho em casa”. Imaginem! O próprio Deus disse: “Não terás outro Deus além de mim”
(Êx 20.3). Mas afinal, o que é um ídolo: É tudo aquilo que ocupa o lugar de
Deus nas nossas vidas. De acordo com o Dicionário Teológico editado pela CPAD,
“Ídolo – [Do grego, eidolon = imagem,
semelhança]. Imagem que recebe culto divino. Tal veneração é terminantemente
proibida pelas Sagradas Escrituras. No Antigo Testamento, vemos que os ídolos sempre
representaram tropeços ao povo eleito. Até mesmo a serpente de bronze, construída
sob as ordens divinas para aplacar o furor das víboras ardentes, com o tempo
transformou-se num objeto de adoração. Aliás, a mesma Arca da Aliança viu-se
reduzida a esta condição. Eis porque, quando da destruição do santo templo,
ninguém mais voltou a cogitar dela” (Jr 3.16).
CONCLUSÃO:
Finalmente,
aprendemos com o assunto acima esboçado que, o conhecimento da linguagem
figurada é fundamental para quem estuda a Palavra, ensina-a e exerce o santo ministério;
que a igreja, tal qual Israel no passado, também é peregrina na terra, mas que
já tem a sua vitória assegurada. E por fim, aprendemos ainda que todo e
qualquer ídolo que venhamos a constituir na vida, é idolatria perante Deus. Só há um a quem devemos adorar: O SENHOR, O TODO PODEROSO!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, editado pela CPAD
- Dicionário Teológico, edição de 1998, CPAD
- Lição do Mestre EBD nº 06 / 1º Trimestre - 2014, CPAD
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, editado pela CPAD
- Dicionário Teológico, edição de 1998, CPAD
- Lição do Mestre EBD nº 06 / 1º Trimestre - 2014, CPAD
Nenhum comentário:
Postar um comentário