sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

OS BEZERROS DE OURO NA ATUALIDADE.

Subsídios para a Lição de EBD nº 06 / 1º trimestre – 2014.

TEMA: A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI

TEXTO: (Êx 19 1-6; Nm 11 1-3).

INTRODUÇÃO:

         O texto de Êxodo 19.1, narra que quase três meses haviam se passado da saída de Israel do Egito, e o povo agora caminhava em direção ao Sinai. A peregrinação se tornava cada vez mais difícil para Moisés em face, principalmente das constantes murmurações do povo de Deus. Não obstante, o Senhor que não pode ser infiel nem contradizer-se em relação à sua Palavra, sempre atentou para as necessidades do seu povo em todas as épocas, independentemente das circunstâncias. No presente esboço, faremos uma abordagem sucinta, porém, fundamentada, sobre “A Bíblia e a Linguagem Figurada”, “A Igreja como Peregrina” e “Os Bezerros de Ouro na Atualidade”.

I – Tópico nº 01 – A BÍBLIA E A LINGUAGEM FIGURADA

         A Bíblia sagrada é rica em linguagem simbólica. De Gênesis a Apocalipse, Deus se utiliza desse tipo de linguagem, através da qual comunica seus desígnios às gerações em todas as épocas e, principalmente ao seu povo. Eis a razão porque se torna necessário conhecermos tanto o Velho Testamento quanto o Novo Testamento. O Pastor Antonio Gilberto diz: "Os fatos do Antigo Testamento são como figuras" (1 Co 10 6-11). Ou seja, no Velho Testamento tem-se, através das figuras, a previsão dos eventos que deveriam se concretizar no Novo  Testamento. É o que conhecemos no campo da  Teologia Bíblica como sendo “tipo e antítipo”. O tipo é uma previsão. O antítipo, a realização, o resultado concreto. Daí porque a mensagem da Bíblia encerra os dois sentidos: O literal (palpável, visível) e o simbólico (figurado, espiritual). É fundamental que o estudante da Bíblia, o Professor de EBD, o obreiro, enfim, tenha o conhecimento da abundante linguagem figurada nas Escrituras Sagradas. Se ignorarmos tal conhecimento, dificilmente teremos a imprescindível compreensão dos fatos narrados tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento.

II – Tópico nº 02 – A IGREJA COMO PEREGRINA.

         Assim como Israel que peregrinou em pleno deserto entre Egito e Canaã, a igreja do Senhor prossegue sua marcha como peregrina nesse mundo de pecado e dor. Ela não é daqui, e, portanto, caminha convicta de que terá um porto seguro nos braços do Salvador Jesus. É uma jornada difícil, pois há constantes perigos pelo caminho, o que é natural na vida de quem está atravessando um imenso deserto. Foi exatamente o que se deu com Israel. Tanto é que Deus proveu durante o dia uma coluna de nuvem, e à noite uma coluna de fogo para guiar o povo e até para livrá-lo da fúria do irredutível Faraó. Porém, no tocante à igreja, seja qual for o deserto, a vitória nos é garantida. Segundo a revista Ensinador Cristão nº 57, pág. 39, “Talvez você também esteja passando por um vale árido, um deserto. Este não é o lugar que Deus preparou para você, mas com certeza é um tempo de aprendizado e de ver o milagre da provisão. Depois dos “desertos” desta vida, você também estará pronto para a eternidade com Deus”.

III – OS BEZERROS DE OURO NA ATUALIDADE

         O povo de Israel, com a indevida anuência do líder Arão, aproveitando-se da ausência de Moisés que estava no monte com Deus, construiu para si um “bezerro de ouro” para tributar-lhe culto (Êx 32 2.6). E hoje, Que tipo de ídolo está sendo construído na vida de muitos que se dizem cristãos? Ora, sabe-se que muitos dos nossos irmãos em Cristo nos dias hodiernos, vivem de constituir ídolos para si. No campo da música, por exemplo, há aqueles que têm o seu ídolo preferido e até acabam se transformando em fãs de carteirinha. Muitos idolatram um artista famoso, um pregador, um cantor evangélico, etc., outros há que idolatram um filho, um animal de estimação, um objeto, e por aí vai. Determinada irmã certa vez nos disse: “Estou evitando ir aos cultos, para não deixar o meu cachorro sozinho em casa”. Imaginem! O próprio Deus disse: “Não terás outro Deus além de mim” (Êx 20.3). Mas afinal, o que é um ídolo: É tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus nas nossas vidas. De acordo com o Dicionário Teológico editado pela CPAD, “Ídolo – [Do grego, eidolon = imagem, semelhança]. Imagem que recebe culto divino. Tal veneração é terminantemente proibida pelas Sagradas Escrituras. No Antigo Testamento, vemos que os ídolos sempre representaram tropeços ao povo eleito. Até mesmo a serpente de bronze, construída sob as ordens divinas para aplacar o furor das víboras ardentes, com o tempo transformou-se num objeto de adoração. Aliás, a mesma Arca da Aliança viu-se reduzida a esta condição. Eis porque, quando da destruição do santo templo, ninguém mais voltou a cogitar dela” (Jr 3.16).

CONCLUSÃO:
        
Finalmente, aprendemos com o assunto acima esboçado que, o conhecimento da linguagem figurada é fundamental para quem estuda a Palavra, ensina-a e exerce o santo ministério; que a igreja, tal qual Israel no passado, também é peregrina na terra, mas que já tem a sua vitória assegurada. E por fim, aprendemos ainda que todo e qualquer ídolo que venhamos a constituir na vida, é idolatria perante Deus. Só há um a quem devemos adorar: O SENHOR, O TODO PODEROSO!



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, editado pela CPAD
- Dicionário  Teológico, edição de 1998, CPAD
- Lição do Mestre EBD nº 06 / 1º Trimestre - 2014, CPAD

        

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