POR UMA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL QUALIFICADA
Subsídios para a Lição de EBD nº 05 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO
Subsídios para a Lição de EBD nº 05 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO
TEXTO: (Êx 14 15,19-26).
INTRODUÇÃO:
A Travessia
do Mar Vermelho é, indubitavelmente, um dos grandes milagres narrados nas
Escrituras, envolvendo o povo de Deus – Israel. O Êxodo (saída) ocorria a
“pleno vapor”. Agora, o povo está diante do mar para atravessá-lo a pés
enxutos. Todavia, no presente esboço trataremos sobre o assunto de forma
contextualizada, a partir dos seguintes tópicos: “A Vulnerabilidade do Povo”,
“A Dança de Miriã” e “O Louvor e a Adoração que Deus recebe”.
I – A VULNERABILIDADE
DO POVO
Pelo relato
histórico encontrado no Êxodo, o povo Israel foi libertado da servidão do Egito
por mão forte e poderosa. Entretanto, a rebelião, as murmurações, enfim, jamais
saíram de seu coração. Por outro lado, Israel havia se acostumado à vida de
escravidão no Egito. Ou seja, o longo período de 430 anos naquele país
contribuiu, inclusive para a perda de identidade da nação israelita. O que
dificultou ainda mais a liderança de Moisés. Eles lembravam a vida que tiveram
no Egito e, de vez em quando manifestavam o desejo de voltar. Talvez por isso
Deus tenha escolhido o caminho mais longo para o povo trilhar, até mesmo para
livrá-lo de confrontos com povos inimigos. O Pr. Antonio Gilberto, diz: “os hebreus não
estavam preparados para lutar, pois ainda estavam acostumados a escravidão”.
Quer queiramos aceitar isso ou não, estamos vivendo uma época em que muitos
crentes demonstram total vulnerabilidade na fé. Não sabem o que querem, nem para
onde vão. Estão na igreja, mas o coração continua ligado às coisas do mundo. Era assim com Israel em relação ao Egito. Não faz muito tempo, perguntamos para um determinado jovem se o mesmo desejava
tornar-se membro do corpo de Cristo, mediante o batismo em água, e o tal
respondeu que “ia dar um tempo, pois ainda não sabia se era realmente isso que
ele queria para sua vida”. Resultado: voltou para o mundo outra vez. Que
tristeza!
II – A DANÇA DE MIRIÃ
Em Êxodo
15.20, lemos que Miriã, juntamente com outras mulheres hebréias dançou de
alegria na presença do Senhor, pela manifestação do Poder de Deus no sentido de
haver libertado o povo e destroçado o exército de Faraó. Entretanto, esse texto
tem sido tomado ao pé da letra. Pelo que muitos o interpretam de forma
distorcida, argumentando que a igreja deve “dançar no Espírito”, “pular no
Espírito”, “correr no Espírito”, enfim. Porém, quando analisamos a “dança” de
Miriã à luz do contexto histórico-cultural à época, chegamos à conclusão de que
aquela dança nada tem a ver com “dançar no Espírito” e muito menos com a dança
nos dias atuais, o que varia de região para região, de acordo com o padrão
cultural de cada sociedade. O mestre e pastor Antonio Gilberto, como sempre
muito preciso em suas análises doutrinárias, diz o seguinte: “A dança em
Israel, mencionada na Bíblia, fazia parte da cultura do povo e era patriótica.
Consistia em ficar pulando e saltitando ritmicamente em volta de si mesmo ou de
outras pessoas. Às vezes, os israelitas ficavam de mãos dadas, mas sempre
homens e mulheres separadamente. Miriã dançou de alegria uma vez pelo prodígio
divino da Travessia do Mar Vermelho a seco, quando Israel saiu do Egito. Em
Lucas 15.25, numa Parábola, o pai do pródigo é mencionado dançando de alegria
por reaver o filho perdido. O corinho que diz “Eu danço como Davi” não tem razão de ser, porque Davi dançou
patrioticamente (2 Sm 6 14-16), e os adeptos da dança hoje querem dançar no
culto. Davi dançou na rua, no desfile do traslado da Arca da Aliança (2 Sm 6 16
e 1 Cr 15.29), mas os que querem dançar hoje utilizam o local do culto”. Além
do mais, a dança nunca foi cultura, pelo menos da denominação Assembléia de
Deus.
O fato é que
essas pessoas tentam a todo custo, respaldarem suas manias, vícios e
invencionices, utilizando-se, inclusive de textos isolados da Bíblia. Meu irmão,
se o teu emocional te faz pular, gritar, correr, etc., não digas que é o
Espírito Santo de Deus. Use a razão e o mandamento bíblico que diz: “E os
espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas (1 Co 14.32). E mais: “Mas
faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40).
III – O LOUVOR E A
ADORAÇÃO QUE DEUS RECEBE
Não
precisamos ir muito longe para explicarmos sobre a adoração que Deus recebe: Em
João 4.24, lemos: “[...] E importa que os que o adoram o adorem em espírito e
em verdade”. Ou seja, uma “adoração” que não é feita em espírito e em verdade,
Deus não recebe. Com relação ao louvor que está quase em extinção, deixemos a
palavra com os pastores Antonio Gilberto e Ciro Zibordi: O Pr. Antonio Gilberto
considera que, “A oração e o ministério da Palavra foram praticamente
substituídos hoje pelo “cântico” nas igrejas. O ministério da Palavra a que me
refiro é a pregação e o ensino da Palavra. Os neo-pentecostais e os “renovados”
ensinam que “a mais elevada forma de oração é o louvor”. Isso é falsificação da
doutrina. Como resultado, as antigas vigílias de oração da Assembléia de Deus
foram transformadas em “vigílias de louvor”, que no final das contas nem é
vigília e nem louvor, no sentido estrito destes termos. [...] A corrupção da
música sacra em nosso meio ocorre por não haver seleção, critérios de aceitação
e nem aferição com a Palavra de Deus, como fizeram os bereanos em Atos (17.11),
“examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. Vejamos as
manifestações dessa corrupção:
a)
Corrupção na letra das canções. A letra, via de regra, não tem
Bíblia nem mensagem para a alma. Também não tem métrica, e a letra é geralmente
péssima.
b)
Corrupção na melodia da canção. Não tem seqüência melódica, frase
musical e tema musical. São idênticas às melodias do mundo, sem nada de solene.
c)
Corrupção no ritmo da canção. Ritmo irreverente, puramente
secular, coisa que o mundo faz muito melhor do que a igreja quando esta o
copia. Ritmo ou cadência é o movimento interativo dos sons.
d)
Corrupção no andamento da canção. Andamento é a rapidez da execução
dos sons na música. O andamento nessas músicas, via de regra, não tem nada de
espiritual, nem solene, nem sacro.
e)
Os autores dessas músicas: Devem ser adeptos desse evangelho
frouxo que hoje surge por toda parte, que fala em “liberdade” quando eles
mesmos são escravos, como diz a Bíblia em 2 Pe 2.19. Se esses autores fossem
realmente homens e mulheres de Deus vivendo e andando no seu temor, jamais
fariam tantos desvios nas músicas que produzem.
f)
O efeito dessas músicas: São espiritualmente negativas. Seu
efeito é nulo. São músicas que, cantadas, tocadas e recitadas, não elevam a
alma a Deus, não predispõem o espírito a adorar a Deus, não inspiram, não
preparam espiritualmente o ambiente à manifestação divina, não levam o povo
salvo a glorificar a Deus “em espírito e em verdade”.
O pastor Ciro Sanches Zibordi, por
sua vez, nos fala que “Para termos a certeza de que o Senhor se agrada de um
cântico, devemos submetê-lo ao crivo de Filipenses 4.8. É verdadeiro? É
honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há nele alguma virtude e
algum louvor? Tudo o que fazemos deve ser para a Glória de Deus” (1 Co 10.31).
Enfim, você já parou pra pensar sobre o cântico que Moisés entoou ao Senhor?
Será que tem alguma conexão com o badalado “cântico” de hoje?
CONCLUSÃO:
Por
conseguinte, assimilamos através do assunto aqui focalizado, dentre outras
lições, a de que precisamos atentar, o quanto antes, para a questão da música
hoje na igreja, como também no tocante aos modismos teológicos que tem se
infiltrado sutilmente no meio do povo de Deus, causando distorções doutrinárias
e corrompendo os bons costumes. TODO CUIDADO AINDA É POUCO!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, CPAD
- Lição EBD nº 05, 1º trimestre - 2014
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, CPAD
- Lição EBD nº 05, 1º trimestre - 2014
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