quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

POR UMA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL QUALIFICADA

POR UMA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL QUALIFICADA
Subsídios para a Lição de EBD nº 05 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO

TEXTO: (Êx 14 15,19-26).

INTRODUÇÃO:

            A Travessia do Mar Vermelho é, indubitavelmente, um dos grandes milagres narrados nas Escrituras, envolvendo o povo de Deus – Israel. O Êxodo (saída) ocorria a “pleno vapor”. Agora, o povo está diante do mar para atravessá-lo a pés enxutos. Todavia, no presente esboço trataremos sobre o assunto de forma contextualizada, a partir dos seguintes tópicos: “A Vulnerabilidade do Povo”, “A Dança de Miriã” e “O Louvor e a Adoração que Deus recebe”.

I – A VULNERABILIDADE DO POVO

            Pelo relato histórico encontrado no Êxodo, o povo Israel foi libertado da servidão do Egito por mão forte e poderosa. Entretanto, a rebelião, as murmurações, enfim, jamais saíram de seu coração. Por outro lado, Israel havia se acostumado à vida de escravidão no Egito. Ou seja, o longo período de 430 anos naquele país contribuiu, inclusive para a perda de identidade da nação israelita. O que dificultou ainda mais a liderança de Moisés. Eles lembravam a vida que tiveram no Egito e, de vez em quando manifestavam o desejo de voltar. Talvez por isso Deus tenha escolhido o caminho mais longo para o povo trilhar, até mesmo para livrá-lo de confrontos com povos inimigos. O Pr. Antonio Gilberto, diz: “os hebreus não estavam preparados para lutar, pois ainda estavam acostumados a escravidão”. Quer queiramos aceitar isso ou não, estamos vivendo uma época em que muitos crentes demonstram total vulnerabilidade na fé. Não sabem o que querem, nem para onde vão. Estão na igreja, mas o coração continua ligado às coisas do mundo. Era assim com Israel em relação ao Egito. Não faz muito tempo, perguntamos para um determinado jovem se o mesmo desejava tornar-se membro do corpo de Cristo, mediante o batismo em água, e o tal respondeu que “ia dar um tempo, pois ainda não sabia se era realmente isso que ele queria para sua vida”. Resultado: voltou para o mundo outra vez. Que tristeza!

II – A DANÇA DE MIRIÃ

            Em Êxodo 15.20, lemos que Miriã, juntamente com outras mulheres hebréias dançou de alegria na presença do Senhor, pela manifestação do Poder de Deus no sentido de haver libertado o povo e destroçado o exército de Faraó. Entretanto, esse texto tem sido tomado ao pé da letra. Pelo que muitos o interpretam de forma distorcida, argumentando que a igreja deve “dançar no Espírito”, “pular no Espírito”, “correr no Espírito”, enfim. Porém, quando analisamos a “dança” de Miriã à luz do contexto histórico-cultural à época, chegamos à conclusão de que aquela dança nada tem a ver com “dançar no Espírito” e muito menos com a dança nos dias atuais, o que varia de região para região, de acordo com o padrão cultural de cada sociedade. O mestre e pastor Antonio Gilberto, como sempre muito preciso em suas análises doutrinárias, diz o seguinte: “A dança em Israel, mencionada na Bíblia, fazia parte da cultura do povo e era patriótica. Consistia em ficar pulando e saltitando ritmicamente em volta de si mesmo ou de outras pessoas. Às vezes, os israelitas ficavam de mãos dadas, mas sempre homens e mulheres separadamente. Miriã dançou de alegria uma vez pelo prodígio divino da Travessia do Mar Vermelho a seco, quando Israel saiu do Egito. Em Lucas 15.25, numa Parábola, o pai do pródigo é mencionado dançando de alegria por reaver o filho perdido. O corinho que diz “Eu danço como Davi” não tem razão de ser, porque Davi dançou patrioticamente (2 Sm 6 14-16), e os adeptos da dança hoje querem dançar no culto. Davi dançou na rua, no desfile do traslado da Arca da Aliança (2 Sm 6 16 e 1 Cr 15.29), mas os que querem dançar hoje utilizam o local do culto”. Além do mais, a dança nunca foi cultura, pelo menos da denominação Assembléia de Deus.
            O fato é que essas pessoas tentam a todo custo, respaldarem suas manias, vícios e invencionices, utilizando-se, inclusive de textos isolados da Bíblia. Meu irmão, se o teu emocional te faz pular, gritar, correr, etc., não digas que é o Espírito Santo de Deus. Use a razão e o mandamento bíblico que diz: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas (1 Co 14.32). E mais: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40).

III – O LOUVOR E A ADORAÇÃO QUE DEUS RECEBE

            Não precisamos ir muito longe para explicarmos sobre a adoração que Deus recebe: Em João 4.24, lemos: “[...] E importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. Ou seja, uma “adoração” que não é feita em espírito e em verdade, Deus não recebe. Com relação ao louvor que está quase em extinção, deixemos a palavra com os pastores Antonio Gilberto e Ciro Zibordi: O Pr. Antonio Gilberto considera que, “A oração e o ministério da Palavra foram praticamente substituídos hoje pelo “cântico” nas igrejas. O ministério da Palavra a que me refiro é a pregação e o ensino da Palavra. Os neo-pentecostais e os “renovados” ensinam que “a mais elevada forma de oração é o louvor”. Isso é falsificação da doutrina. Como resultado, as antigas vigílias de oração da Assembléia de Deus foram transformadas em “vigílias de louvor”, que no final das contas nem é vigília e nem louvor, no sentido estrito destes termos. [...] A corrupção da música sacra em nosso meio ocorre por não haver seleção, critérios de aceitação e nem aferição com a Palavra de Deus, como fizeram os bereanos em Atos (17.11), “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. Vejamos as manifestações dessa corrupção:
a)     Corrupção na letra das canções. A letra, via de regra, não tem Bíblia nem mensagem para a alma. Também não tem métrica, e a letra é geralmente péssima.
b)    Corrupção na melodia da canção. Não tem seqüência melódica, frase musical e tema musical. São idênticas às melodias do mundo, sem nada de solene.
c)     Corrupção no ritmo da canção. Ritmo irreverente, puramente secular, coisa que o mundo faz muito melhor do que a igreja quando esta o copia. Ritmo ou cadência é o movimento interativo dos sons.
d)    Corrupção no andamento da canção. Andamento é a rapidez da execução dos sons na música. O andamento nessas músicas, via de regra, não tem nada de espiritual, nem solene, nem sacro.
e)     Os autores dessas músicas: Devem ser adeptos desse evangelho frouxo que hoje surge por toda parte, que fala em “liberdade” quando eles mesmos são escravos, como diz a Bíblia em 2 Pe 2.19. Se esses autores fossem realmente homens e mulheres de Deus vivendo e andando no seu temor, jamais fariam tantos desvios nas músicas que produzem.
f)      O efeito dessas músicas: São espiritualmente negativas. Seu efeito é nulo. São músicas que, cantadas, tocadas e recitadas, não elevam a alma a Deus, não predispõem o espírito a adorar a Deus, não inspiram, não preparam espiritualmente o ambiente à manifestação divina, não levam o povo salvo a glorificar a Deus “em espírito e em verdade”.
O pastor Ciro Sanches Zibordi, por sua vez, nos fala que “Para termos a certeza de que o Senhor se agrada de um cântico, devemos submetê-lo ao crivo de Filipenses 4.8. É verdadeiro? É honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há nele alguma virtude e algum louvor? Tudo o que fazemos deve ser para a Glória de Deus” (1 Co 10.31). Enfim, você já parou pra pensar sobre o cântico que Moisés entoou ao Senhor? Será que tem alguma conexão com o badalado “cântico” de hoje?

CONCLUSÃO:

            Por conseguinte, assimilamos através do assunto aqui focalizado, dentre outras lições, a de que precisamos atentar, o quanto antes, para a questão da música hoje na igreja, como também no tocante aos modismos teológicos que tem se infiltrado sutilmente no meio do povo de Deus, causando distorções doutrinárias e corrompendo os bons costumes. TODO CUIDADO AINDA É POUCO!



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Bíblia de Estudo Obreiro Aprovado, edição 2009, CPAD
- Dicionário VINE, CPAD
- Lição EBD nº 05, 1º trimestre - 2014















          

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