Subsídios
para a Lição de EBD nº 04 / 1º trimestre – 2014.
TEMA:
A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA
TEXTO: (Êx 12 1-11).
INTRODUÇÃO:
O capítulo 12 do livro de Êxodo e seus 51 versículos tratam de outros eventos, tais como: A morte dos primogênitos e a saída dos israelitas do Egito, mas principalmente da Instituição da Páscoa como acontecimento cheio de significados tanto para os judeus, como para os egípcios e a igreja. De acordo com o Dicionário
Teológico, edição 1998, publicado pela CPAD, “é o acontecimento mais importante
do Antigo Testamento. Foi a partir daí que a História da Salvação começou a ser
esboçada com cores mais fortes”. Nesse singelo esboço observaremos o tema proposto, de forma contextualizada, a
partir de alguns tópicos oriundos da própria Lição, que poderão servir como
elementos adicionais ao assunto em foco. A seguir, vejamos:
I – A PÁSCOA E A SALVAÇÃO
Há, sem sombra de dúvidas, toda uma
relação entre a Páscoa e a Salvação promovida por Jesus na cruz do gólgota. As
duas representam a liberdade; esta do pecado, e aquela da escravidão do Egito.
A Páscoa foi instituída por Deus e tornou-se Estatuto Perpétuo para Israel (Êx
12 24,25). A seguir vejamos alguns itens que nos falam do período de servidão
do povo de Deus no Egito e da providente libertação realizada pelo próprio
Deus, mediante a mão do líder Moisés.
. Escravidão de
Israel. A Palavra de Deus nos diz expressamente: ”Mas, quanto mais o
afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se
enfadavam por causa dos filhos de Israel. E os egípcios faziam servir os filhos
de Israel com dureza; assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em
barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em
que os serviam com dureza” (Êx 1 12-14; 2 23-25).
. Libertação
divina. Quanto à milagrosa libertação do povo, a inerrante Palavra de Deus
vai dizer o seguinte: “Portanto, guardai isto por Estatuto para vós e para
vossos filhos, para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o
Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto” (Êx 12 24,25).
É inegável que a Páscoa era um evento
solene ou uma cerimônia, fazendo parte, portanto, do aspecto cerimonial da Lei
de Moisés. O próprio Deus disse: “(...) guardai isto por Estatuto para vós e
para vossos filhos, para sempre (Êx 12 24,25). Ou seja, trata-se de um
acontecimento que diz respeito exclusivamente a Israel, apesar de os princípios
doutrinários nele contidos aplicarem-se a nós também. De sorte que a igreja do
Senhor não tem a incumbência bíblica de celebrar a Páscoa, visto que Jesus
participou dela pela última vez, instituindo, simultaneamente, a Santa Ceia como consta
nos evangelhos sinóticos. Assim sendo, Os que não têm nada a ver com Israel,
pois são gentios, e querem cumprir literalmente com tal celebração, desconhecem,
no mínimo, o real sentido e a doutrina de ambos os eventos (Páscoa e Ceia).
Mesmo porque Cristo é hoje a nossa Páscoa. Ele, sim, é o nosso Cordeiro Pascal
(I Co 5.7). Na tipologia bíblica, a Páscoa é o tipo e Cristo o antítipo.
II – SEMELHANÇAS ENTRE A PÁSCOA E A
SANTA CEIA
As duas grandes festas solenes se assemelham pelas
seguintes razões: A Páscoa teve lugar no Antigo Testamento; a Santa Ceia está
registrada no Novo Testamento; a Páscoa era Estatuto Perpétuo para o povo de
Deus – Israel; a Santa Ceia foi instituída por Jesus no memento em que pela primeira e última vez participou de ambas as cerimônias que constituíam, simultaneamente, uma espécie de refeição da Páscoa (Lc 22 14-20; Mt 26 17-29); a Páscoa, que até hoje é comemorada pelos judeus, assinalava a libertação
do povo da escravidão do Egito; a Santa Ceia assinala uma nova Aliança, além de
relembrar a morte de Cristo e apontar para a iminente volta do Filho de Deus; a
Páscoa tinha como elementos básicos os pães asmos, as ervas amargosas e o
cordeiro; a Santa Ceia tem como elementos básicos o pão e o vinho.
III – SÍMBOLOS DO PAGANISMO CONCERNENTES Á PÁSCOA
Por volta do ano 325 d. C., por
ocasião do Concílio de Nicéia, o imperador romano Constantino Juntamente com o
papa Silvestre I, consolida a doutrina da igreja católica e define as datas religiosas,
inclusive a da famigerada semana santa. É a partir daí que alguns símbolos são
introduzidos nessas comemorações, tais como: a vela, os sinos, o cordeirinho,
os ovos, o coelho, o trigo, a uva, o peixe e o girassol. Porém, quando observamos a
narrativa do Êxodo concernente a Instituição da Páscoa, verificamos que esses
símbolos nada têm a ver com a verdadeira Páscoa. Está claro que se trata de invencionices do sistema romanista.
CONCLUSÃO:
Aprendemos, mediante o acima exposto
que, há toda uma identificação entre ambas as cerimônias – Páscoa e Santa Ceia; que
Cristo é hoje o nosso cordeiro pascal; que a Páscoa era Estatuto Perpétuo para
Israel e que não compete a nós realizarmos tal solenidade, visto que a Santa
Ceia nos foi ordenada pelo próprio Jesus (Lc 22 15-20). E mais: cabe à igreja
de Cristo nos dias atuais levar em consideração o aspecto moral da Lei, e não o
aspecto cerimonial que era exclusivo para a nação israelita.
FONTES DE CONSULTAS:
- Bíblia de Estudo
Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Lição de EBD, nº 04 – 1º
trimestre / 2014
- ANDRADE, Claudionor Corrêa
de. Dicionário Teológico, 5ª edição,
1998, CPAD
- VINE, W. E. Dicionário VINE, 5ª edição 2005, CPAD
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