sábado, 18 de janeiro de 2014

Subsídios para a Lição de EBD nº 04 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA
TEXTO: (Êx 12 1-11).

INTRODUÇÃO:

            O capítulo 12 do livro de Êxodo e seus 51 versículos tratam de outros eventos, tais como: A morte dos primogênitos e a saída dos israelitas do Egito, mas principalmente da Instituição da Páscoa como acontecimento cheio de significados tanto para os judeus, como para os egípcios e a igreja. De acordo com o Dicionário Teológico, edição 1998, publicado pela CPAD, “é o acontecimento mais importante do Antigo Testamento. Foi a partir daí que a História da Salvação começou a ser esboçada com cores mais fortes”. Nesse singelo esboço observaremos o tema proposto, de forma contextualizada, a partir de alguns tópicos oriundos da própria Lição, que poderão servir como elementos adicionais ao assunto em foco. A seguir, vejamos:

I – A PÁSCOA E A SALVAÇÃO

            Há, sem sombra de dúvidas, toda uma relação entre a Páscoa e a Salvação promovida por Jesus na cruz do gólgota. As duas representam a liberdade; esta do pecado, e aquela da escravidão do Egito. A Páscoa foi instituída por Deus e tornou-se Estatuto Perpétuo para Israel (Êx 12 24,25). A seguir vejamos alguns itens que nos falam do período de servidão do povo de Deus no Egito e da providente libertação realizada pelo próprio Deus, mediante a mão do líder Moisés.

. Escravidão de Israel. A Palavra de Deus nos diz expressamente: ”Mas, quanto mais o afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza” (Êx 1 12-14; 2 23-25).
           
. Libertação divina. Quanto à milagrosa libertação do povo, a inerrante Palavra de Deus vai dizer o seguinte: “Portanto, guardai isto por Estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto” (Êx 12 24,25).
            É inegável que a Páscoa era um evento solene ou uma cerimônia, fazendo parte, portanto, do aspecto cerimonial da Lei de Moisés. O próprio Deus disse: “(...) guardai isto por Estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre (Êx 12 24,25). Ou seja, trata-se de um acontecimento que diz respeito exclusivamente a Israel, apesar de os princípios doutrinários nele contidos aplicarem-se a nós também. De sorte que a igreja do Senhor não tem a incumbência bíblica de celebrar a Páscoa, visto que Jesus participou dela pela última vez, instituindo, simultaneamente, a Santa Ceia como consta nos evangelhos sinóticos. Assim sendo, Os que não têm nada a ver com Israel, pois são gentios, e querem cumprir literalmente com tal celebração, desconhecem, no mínimo, o real sentido e a doutrina de ambos os eventos (Páscoa e Ceia). Mesmo porque Cristo é hoje a nossa Páscoa. Ele, sim, é o nosso Cordeiro Pascal (I Co 5.7). Na tipologia bíblica, a Páscoa é o tipo e Cristo o antítipo.

II – SEMELHANÇAS ENTRE A PÁSCOA E A SANTA CEIA

As duas grandes festas solenes se assemelham pelas seguintes razões: A Páscoa teve lugar no Antigo Testamento; a Santa Ceia está registrada no Novo Testamento; a Páscoa era Estatuto Perpétuo para o povo de Deus – Israel; a Santa Ceia foi instituída por Jesus no memento em que pela primeira e última vez participou de ambas as cerimônias que constituíam, simultaneamente, uma espécie de refeição da Páscoa (Lc 22 14-20; Mt 26 17-29); a Páscoa, que até hoje é comemorada pelos judeus, assinalava a libertação do povo da escravidão do Egito; a Santa Ceia assinala uma nova Aliança, além de relembrar a morte de Cristo e apontar para a iminente volta do Filho de Deus; a Páscoa tinha como elementos básicos os pães asmos, as ervas amargosas e o cordeiro; a Santa Ceia tem como elementos básicos o pão e o vinho.

III – SÍMBOLOS DO PAGANISMO CONCERNENTES Á PÁSCOA

            Por volta do ano 325 d. C., por ocasião do Concílio de Nicéia, o imperador romano Constantino Juntamente com o papa Silvestre I, consolida a doutrina da igreja católica e define as datas religiosas, inclusive a da famigerada semana santa. É a partir daí que alguns símbolos são introduzidos nessas comemorações, tais como: a vela, os sinos, o cordeirinho, os ovos, o coelho, o trigo, a uva, o peixe e o girassol. Porém, quando observamos a narrativa do Êxodo concernente a Instituição da Páscoa, verificamos que esses símbolos nada têm a ver com a verdadeira Páscoa. Está claro que se trata de invencionices do sistema romanista.

CONCLUSÃO:

            Aprendemos, mediante o acima exposto que, há toda uma identificação entre ambas as cerimônias – Páscoa e Santa Ceia; que Cristo é hoje o nosso cordeiro pascal; que a Páscoa era Estatuto Perpétuo para Israel e que não compete a nós realizarmos tal solenidade, visto que a Santa Ceia nos foi ordenada pelo próprio Jesus (Lc 22 15-20). E mais: cabe à igreja de Cristo nos dias atuais levar em consideração o aspecto moral da Lei, e não o aspecto cerimonial que era exclusivo para a nação israelita.



FONTES DE CONSULTAS:

- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, CPAD
- Lição de EBD, nº 04 – 1º trimestre / 2014
- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico, 5ª edição, 1998, CPAD
- VINE, W. E. Dicionário VINE, 5ª edição 2005, CPAD

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