Subsídios
para a Lição de EBD nº 01 / 1º trim. - 2014.
TEMA: O LIVRO DE
ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO
Texto: (Êx 1. 1-14).
INTRODUÇÃO:
Pela graça de Deus, estaremos estudando ao longo do
primeiro trimestre de 2014, com os comentários do abalizado homem de Deus,
pastor Antonio Gilberto, o segundo livro da Bíblia – êxodo.
Nesse esboço, veremos algumas informações
suplementares no que toca ao tema acima proposto a partir de tópicos retirados
da própria Lição dominical em apreço, tais como: “Moisés, um tipo de Cristo”,
“O Cristão e o Aborto”, “Uma Mãe Exemplar”, “O Preparo Teológico e Secular na
vida do Obreiro” e “A Defesa de um Irmão”.
I – MOISÉS, UM TIPO DE CRISTO
Sabe-se pela Bíblia sagrada, que Israel permaneceu no
Egito por um espaço de 430 anos de cativeiro sob o regime ditatorial de Faraó, apesar
de ser o Egito uma monarquia, até que o Senhor após ouvir o clamor do seu povo,
decidiu libertá-lo através do grande líder Moisés.
Segundo o pastor A. Gilberto,
“O
Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los” (Ex
1.14). (Lição EBD, 1º Trim. 2014).
Daí o entendimento de que se o livro de êxodo figura a
redenção do povo de Deus da escravidão do Egito, temos em Moisés um tipo de
Cristo, o qual Deus enviou séculos depois com a Missão precípua de redimir todo
aquele que, abandonando o pecado, o aceitar como salvador pessoal. Ou seja, no
êxodo temos, de forma explícita, uma das principais doutrinas da Bíblia, a da
redenção, também prefigurada no livro de Gênesis 3.15.
II – O CRISTÃO E O ABORTO
De acordo com a Lição da Escola
Bíblia Dominical, 3º trimestre – 2002, publicada pela CPAD, “o índice de
abortos no século passado foi revoltante e virulento. Só no Brasil, a
Organização Mundial de Saúde calcula que houve 5 milhões de abortos. O
Instituto Gallup concluiu que 58% dos brasileiros são favoráveis a ele”. Outros
dados estatísticos dão conta de que em “1977, de cada 100 nascimentos na
Alemanha Ocidental, ocorria 10 abortos. No Uruguai, em 1978, verificaram-se 150
mil abortos. Na Itália, sede do papado, o Parlamento aprovou, em 19 de maio de
1978, um texto legislativo que facultava a qualquer mulher maior de dezoito
anos o direito de submeter-se ao aborto intencionalmente provocado”.
Em Tiago 2.13, lemos:
“O
juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia”.
Lamentavelmente, o aborto provocado
como vimos anteriormente, continua sendo praticado em grande escala tanto no
Brasil como em outros países.
De acordo com o pastor Antonio Gilberto,
“muitas
crianças estão sendo mortas, vítimas do aborto. É o infanticídio generalizado e
legalizado pelas autoridades” (Lição EBD, 1º Trim. 2014).
Se não fora o temor de Deus na vida das parteiras
hebréias, bem como na vida dos pais de Moisés, este certamente teria sido morto
pela mão do impiedoso Faraó que determinou que as parteiras matassem todas as
crianças do sexo masculino (Êx 1.16).
Portanto, nós os cristãos, devemos o quanto antes,
dizer NÃO a essa prática criminosa que só contraria os princípios morais e
éticos exarados na da Palavra de Deus.
III – UMA MÃE EXEMPLAR
Na sociedade em que vivemos, onde
muitas mães já não demonstram tanto afeto aos seus filhos, além de outros
cuidados básicos, o exemplo de Joquebede precisa ser levado em consideração.
Principalmente porque ela deve ter se preocupado em repassar a Moisés desde a
sua mais tenra idade conhecimentos acerca de Deus, do seu povo e das promessas
feitas a israel.
Segundo o pastor Antonio Gilberto,
“Joquebede
aproveitou cada minuto que passou ao lado do seu filho para ensiná-lo acerca de
Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado, das promessas divinas e da fé no
criador” (Êx 6.20). (Lição EBD, 1º Trim. 2014).
Em
provérbios, 22.6, lemos:
“Instrui
o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se
desviará dele” (ARC).
Observe que o ensino, de acordo com
o sábio Salomão, deve ser aplicado NO caminho.
Ou seja, os pais têm o dever de instruir seus filhos, a partir dos bons exemplos
praticados na vida em família. Enfim, o exemplo deixado pela mãe de Moisés,
precisa ser seguido por todos aqueles que servem ao Senhor.
IV – O PREPARO TEOLÓGICO E SECULAR NA
VIDA DO OBREIRO
O homem aquém Deus vocacionou para a
sua obra, deve cultivar uma vida de íntima comunhão com Ele. Mas, também
precisa se preparar teológica e secularmente nas áreas de família, psicologia, etc. O estadista Daniel, por exemplo, que
teve seus conhecimentos aprimorados na corte babilônica, cerca de setenta anos
depois, entendeu pelos livros que o tempo do cativeiro de Israel chegava ao fim
(Dn 9.2). O Apóstolo Paulo já no final do seu ministério disse a Timóteo:
“Quando vieres (...), traze os livros, principalmente os pergaminhos” (2 Tm
4.13), etc. Perceba que os livros estão diretamente ligados à vida desses
homens de Deus, como prova de que eles eram dedicados também ao estudo. Com
Moisés não foi diferente. Ele recebeu educação nível superior no Egito,
evidentemente uma faculdade patrocinada pela sua mãe adotiva, a filha de Faraó.
Moisés obteve conhecimentos nas áreas de: “administração, arquitetura,
matemática, astronomia, engenharia”, etc. Tais conhecimentos, indubitavelmente
contribuíram para o sucesso do grande líder a frente do povo israelita.
Penso que está na hora de acabarmos
com a ignorância de que o obreiro não precisa estudar, sob a velha alegação de
que “na hora Deus fará lembrar a palavra”. Ora, como que Deus fará lembrar o
que nunca vimos ou o que jamais estudamos? Quantos obreiros há que hoje se
arrependem de não haver estudado! Aliás, hoje temos Institutos Bíblicos, Faculdades Teológicas, cursos bíblicos ministrados à distância, enfim, há
muitas oportunidades e meios de o obreiro buscar se aprimorar no conhecimento
tanto teológico quanto secular. Não esqueçamos de que a sociedade, bem como a
igreja têm se tornado cada vez mais letradas e, consequentemente mais exigentes.
Diz-nos o pastor Antonio Gilberto: “
“Deus
pode utilizar nossas habilidades adquiridas em benefício de sua obra”. (Lição
EBD, 1º Trim. 2014).
V – A DEFESA DE UM IRMÃO
A despeito de ter sido uma forma de defesa
que não obteve a aprovação de Deus, Moisés “ao ver um egípcio maltratando um
israelita (...), tomou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus
irmãos” (Ex 2 11-22). Nos dias atuais, há irmãos que ficam se digladiando
muitas vezes por questões tão banais, quando deveriam fazer valer o Salmo 133: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos
vivam em união”! Outros vivem de acusar seus próprios irmãos em Cristo e,
na maioria das vezes, sem conhecimento de causa. Moisés como bom hebreu fiel às
suas origens e tradições, corajosamente defendeu seu irmão. Refiro-me aqui a “atitude
de defesa” e não a “forma de defesa” utilizada por Moisés, a qual Deus não
aprovou. Que aprendamos a defender nossa igreja, nossos irmãos e o santo
evangelho de Cristo.
CONCLUSÃO:
Aprendemos, portanto, mediante o
tema ora esboçado que a doutrina da redenção encontra-se explicitamente no
livro de êxodo e que Moisés, de acordo com a tipologia bíblica, é um tipo de
Cristo, que devemos, enquanto povo de Deus, dizer NÃO ao infanticídio (aborto)
que é uma prática criminosa contra uma vida totalmente indefesa e que segundo
alguns psicólogos não é prolongamento da mãe, que o bom exemplo deixado pela
mãe de Moisés, Joquebede, precisa ser seguido, que tanto o preparo espiritual
como o teológico e o secular precisam ser cultivados na vida do obreiro e que a
exemplo de Moisés que tomou a atitude de defender seu irmão hebreu, devemos nós
defender nossa igreja, nossos irmãos em Cristo, bem como o Santo Evangelho.
Por Francisco Félix
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