terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Subsídios para a Lição de EBD nº 01 / 1º trim. - 2014.
TEMA: O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO
Texto: (Êx 1. 1-14).
INTRODUÇÃO:

Pela graça de Deus, estaremos estudando ao longo do primeiro trimestre de 2014, com os comentários do abalizado homem de Deus, pastor Antonio Gilberto, o segundo livro da Bíblia – êxodo.
Nesse esboço, veremos algumas informações suplementares no que toca ao tema acima proposto a partir de tópicos retirados da própria Lição dominical em apreço, tais como: “Moisés, um tipo de Cristo”, “O Cristão e o Aborto”, “Uma Mãe Exemplar”, “O Preparo Teológico e Secular na vida do Obreiro” e “A Defesa de um Irmão”.

I – MOISÉS, UM TIPO DE CRISTO

Sabe-se pela Bíblia sagrada, que Israel permaneceu no Egito por um espaço de 430 anos de cativeiro sob o regime ditatorial de Faraó, apesar de ser o Egito uma monarquia, até que o Senhor após ouvir o clamor do seu povo, decidiu libertá-lo através do grande líder Moisés.

            Segundo o pastor A. Gilberto,

“O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los” (Ex 1.14). (Lição EBD, 1º Trim. 2014).

Daí o entendimento de que se o livro de êxodo figura a redenção do povo de Deus da escravidão do Egito, temos em Moisés um tipo de Cristo, o qual Deus enviou séculos depois com a Missão precípua de redimir todo aquele que, abandonando o pecado, o aceitar como salvador pessoal. Ou seja, no êxodo temos, de forma explícita, uma das principais doutrinas da Bíblia, a da redenção, também prefigurada no livro de Gênesis 3.15.


II – O CRISTÃO E O ABORTO

            De acordo com a Lição da Escola Bíblia Dominical, 3º trimestre – 2002, publicada pela CPAD, “o índice de abortos no século passado foi revoltante e virulento. Só no Brasil, a Organização Mundial de Saúde calcula que houve 5 milhões de abortos. O Instituto Gallup concluiu que 58% dos brasileiros são favoráveis a ele”. Outros dados estatísticos dão conta de que em “1977, de cada 100 nascimentos na Alemanha Ocidental, ocorria 10 abortos. No Uruguai, em 1978, verificaram-se 150 mil abortos. Na Itália, sede do papado, o Parlamento aprovou, em 19 de maio de 1978, um texto legislativo que facultava a qualquer mulher maior de dezoito anos o direito de submeter-se ao aborto intencionalmente provocado”.

Em Tiago 2.13, lemos:

“O juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia”.

            Lamentavelmente, o aborto provocado como vimos anteriormente, continua sendo praticado em grande escala tanto no Brasil como em outros países.

De acordo com o pastor Antonio Gilberto,

“muitas crianças estão sendo mortas, vítimas do aborto. É o infanticídio generalizado e legalizado pelas autoridades” (Lição EBD, 1º Trim. 2014).

Se não fora o temor de Deus na vida das parteiras hebréias, bem como na vida dos pais de Moisés, este certamente teria sido morto pela mão do impiedoso Faraó que determinou que as parteiras matassem todas as crianças do sexo masculino (Êx 1.16).
Portanto, nós os cristãos, devemos o quanto antes, dizer NÃO a essa prática criminosa que só contraria os princípios morais e éticos exarados na da Palavra de Deus.


III – UMA MÃE EXEMPLAR

            Na sociedade em que vivemos, onde muitas mães já não demonstram tanto afeto aos seus filhos, além de outros cuidados básicos, o exemplo de Joquebede precisa ser levado em consideração. Principalmente porque ela deve ter se preocupado em repassar a Moisés desde a sua mais tenra idade conhecimentos acerca de Deus, do seu povo e das promessas feitas a israel.

Segundo o pastor Antonio Gilberto,

“Joquebede aproveitou cada minuto que passou ao lado do seu filho para ensiná-lo acerca de Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado, das promessas divinas e da fé no criador” (Êx 6.20). (Lição EBD, 1º Trim. 2014).

                                                           Em provérbios, 22.6, lemos:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (ARC).

            Observe que o ensino, de acordo com o sábio Salomão, deve ser aplicado NO caminho. Ou seja, os pais têm o dever de instruir seus filhos, a partir dos bons exemplos praticados na vida em família. Enfim, o exemplo deixado pela mãe de Moisés, precisa ser seguido por todos aqueles que servem ao Senhor.

IV – O PREPARO TEOLÓGICO E SECULAR NA VIDA DO OBREIRO

            O homem aquém Deus vocacionou para a sua obra, deve cultivar uma vida de íntima comunhão com Ele. Mas, também precisa se preparar teológica e secularmente nas áreas de família, psicologia, etc. O estadista Daniel, por exemplo, que teve seus conhecimentos aprimorados na corte babilônica, cerca de setenta anos depois, entendeu pelos livros que o tempo do cativeiro de Israel chegava ao fim (Dn 9.2). O Apóstolo Paulo já no final do seu ministério disse a Timóteo: “Quando vieres (...), traze os livros, principalmente os pergaminhos” (2 Tm 4.13), etc. Perceba que os livros estão diretamente ligados à vida desses homens de Deus, como prova de que eles eram dedicados também ao estudo. Com Moisés não foi diferente. Ele recebeu educação nível superior no Egito, evidentemente uma faculdade patrocinada pela sua mãe adotiva, a filha de Faraó. Moisés obteve conhecimentos nas áreas de: “administração, arquitetura, matemática, astronomia, engenharia”, etc. Tais conhecimentos, indubitavelmente contribuíram para o sucesso do grande líder a frente do povo israelita.
            Penso que está na hora de acabarmos com a ignorância de que o obreiro não precisa estudar, sob a velha alegação de que “na hora Deus fará lembrar a palavra”. Ora, como que Deus fará lembrar o que nunca vimos ou o que jamais estudamos? Quantos obreiros há que hoje se arrependem de não haver estudado! Aliás, hoje temos Institutos Bíblicos, Faculdades Teológicas, cursos bíblicos ministrados à distância, enfim, há muitas oportunidades e meios de o obreiro buscar se aprimorar no conhecimento tanto teológico quanto secular. Não esqueçamos de que a sociedade, bem como a igreja têm se tornado cada vez mais letradas e, consequentemente mais exigentes.
           
Diz-nos o pastor Antonio Gilberto: “

“Deus pode utilizar nossas habilidades adquiridas em benefício de sua obra”. (Lição EBD, 1º Trim. 2014).

V – A DEFESA DE UM IRMÃO

            A despeito de ter sido uma forma de defesa que não obteve a aprovação de Deus, Moisés “ao ver um egípcio maltratando um israelita (...), tomou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus irmãos” (Ex 2 11-22). Nos dias atuais, há irmãos que ficam se digladiando muitas vezes por questões tão banais, quando deveriam fazer valer o Salmo 133: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”! Outros vivem de acusar seus próprios irmãos em Cristo e, na maioria das vezes, sem conhecimento de causa. Moisés como bom hebreu fiel às suas origens e tradições, corajosamente defendeu seu irmão. Refiro-me aqui a “atitude de defesa” e não a “forma de defesa” utilizada por Moisés, a qual Deus não aprovou. Que aprendamos a defender nossa igreja, nossos irmãos e o santo evangelho de Cristo.


CONCLUSÃO:


            Aprendemos, portanto, mediante o tema ora esboçado que a doutrina da redenção encontra-se explicitamente no livro de êxodo e que Moisés, de acordo com a tipologia bíblica, é um tipo de Cristo, que devemos, enquanto povo de Deus, dizer NÃO ao infanticídio (aborto) que é uma prática criminosa contra uma vida totalmente indefesa e que segundo alguns psicólogos não é prolongamento da mãe, que o bom exemplo deixado pela mãe de Moisés, Joquebede, precisa ser seguido, que tanto o preparo espiritual como o teológico e o secular precisam ser cultivados na vida do obreiro e que a exemplo de Moisés que tomou a atitude de defender seu irmão hebreu, devemos nós defender nossa igreja, nossos irmãos em Cristo, bem como o Santo Evangelho.



Por Francisco Félix


           

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