Subsídios para a Lição de
EBD nº 02 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: UM LIBERTADOR PARA ISRAEL
TEXTO: (Êx 3 1-9).
INTRODUÇÃO:
O grande
líder Moisés, antes mesmo de se tornar o libertador do povo israelita, teve que
primeiro passar por duas grandes escolas. A primeira foi no Egito, mais
precisamente no Palácio Real, ocasião em que recebeu uma educação formidável
sob o fomento da princesa filha de Faraó, por sinal sua mãe adotiva. A segunda
teve lugar no deserto de Midiã, enquanto apascentava os rebanhos do seu sogro
Jetro. E a terceira foi à frente do comando da nação israelita. Faz-se
necessário ainda ressaltar que em cada uma das três escolas acima mencionadas,
Moisés acumulou experiências diversas, bem como conhecimentos e habilidades, em
períodos distintos de 40 anos cada. O líder Moisés morreu aos 120 anos,
conforme está escrito em Dt 34.7. A vida do líder do povo de Deus, portanto,
foi dividida em três etapas distintas.
I – MOISÉS, O PASTOR E LIBERTADOR DO POVO ISRAELITA
As três
escolas porque Moisés passou, em muito contribuíram para a formação do
homem de Deus, especialmente a que ele viveu em Midiã enquanto apascentava as
ovelhas de Jetro, seu sogro (Ex 3.1). Nas palavras do pastor Antonio Gilberto,
“um excelente aprendizado para quem mais tarde iria ser o pastor do povo de
Deus, Israel” (Sl 72.20). É óbvio que não podemos ignorar a formação básica que
ele recebera no lar, através de seus piedosos pais Anrão e Joquebede.
Há muitos
nos nossos dias que querem ser pastor a todo custo, como se “pastor” fosse uma
simples posição social, status, ou meio mais fácil de sobrevivência. Porém são
poucos que se submetem a pagar o alto preço do que realmente é ser um pastor.
Percebe-se que Moisés, cujo exemplo deve ser seguido, quando assumiu a
liderança de Israel, já trazia consigo toda uma bagagem em termos de
conhecimento e experiências de vida. Ou seja, ele não caiu no ministério de
pára-quedas. Na lição anterior vimos que o legislador, líder e pastor de Israel
teve todo um preparo antes de se constituir o libertador do povo Israel do jugo
e da tirania do rei Faraó. No tópico seguinte, falaremos sobre: chamada, pastor e/ou ministério.
II – CHAMADA, O QUE
MUITOS NÃO ENTENDEM
Para início de discussão, é
interessante dizer que “chamada” é algo sobrenatural, o que compete somente a
Deus fazer (Rm 11.13; At 20.24; Gl 1 11,12). Nesses versículos entendemos com
bastante clareza que, primeiro ocorre a “chamada” na vida do homem, e depois vem o
exercício do santo ministério da palavra que, por sinal, é único. O que
encontramos em Efésios 4.11, são distintas vocações dentro de um único
ministério. É também válido ressaltar que existe a “chamada” inclusiva e a “chamada”
exclusiva. A primeira tem caráter universal e diz respeito à salvação. Enquanto
que a segunda é para alguns, como nos mostra o texto de Efésios anteriormente citado.
Segundo a Bíblia de Estudo “Obreiro
Aprovado”, edição 2009, pag. 1411, publicada pela CPAD, “é Deus quem concede os
dons ministeriais (Ef 4.11 e Nm 18.4). E é o dom ministerial recebido de Deus
que determina o ministério, ou o ofício do ministro. Em l Tm 4.14 e 2 Tm 1.6,
vemos o dom ministerial. Em 2 Tm 4.5, o ministério resultante do dom. Os dons e
seus ministérios podem ser vistos em I
Co 12 8-10, 27-30. Em Atos, lemos que os candidatos à ordenação (consagração)
já tinham o dom ministerial concedido por Deus” (At 13 1-40. Que maravilha!
Segundo o mestre Antonio Gilberto, “a
igreja ordena obreiro como ministro do evangelho, e não como Apóstolo, Profeta,
Evangelista, Pastor ou Mestre. A igreja convencionou por si mesma chamar todos
os ministros ora como pastor, ora como evangelista, mas precisamos encarar o
assunto dos dons ministeriais apresentado em Efésios 4.11 à luz da doutrina
bíblica do ministério”. Em outras palavras, nem todos que são ministros são
pastores ou evangelistas do ponto de vista dos dons ministeriais. Há “ministros”,
por exemplo, que são fabricados dentro dos Institutos, Faculdades e Seminários
Teológicos, etc.
Enfim, já que a Escola Dominical é a
maior agência de formar obreiros, que tal levarmos essa discussão para a sala
de aula nesse domingo?
III – O CRISTÃO E O MUNDANISMO
O crente pode viver no mundo, mas não
no mundanismo. Uma coisa é diferente da outra. Em sua oração sacerdotal pelos
seus o Senhor Jesus orou ao Pai, dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas
que os guardes do mal” (Jo 17.15). O termo “mal” que aparece nesse versículo,
refere-se a um sistema de coisas que são totalmente nocivas à conduta cristã.
Em l Jo 2.15, lemos o seguinte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se
alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. É evidente que o Apóstolo João não está falando aqui do mundo humano ao qual devemos amar (Jo 3.16). Ele
se reporta a um sistema organizado e muito bem orquestrado pelo diabo. Como
estabelece a hermenêutica sagrada, as palavras na Bíblia são muitas vezes iguais
em sua grafia, porém diferentes em seu sentido.
O Egito que durante 430 anos subjugou
Israel à mão de obra escrava, representa, no sentido espiritual, esse sistema
de atrações, desejos sensuais, mentira, engano, etc. Nas palavras do pastor
Antonio Gilberto, “hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo a seus
dirigentes: Tira o Egito de dentro do meu povo”. Ou seja, Israel saiu do Egito,
mas o Egito não saiu do coração do povo. É, sem dúvida, o que ocorre com muitos
crentes nos dias atuais. Todavia, não é uma situação impossível de se resolver
quando a pessoa quer. Pois nem tudo Deus faz. Aquilo que compete a nós
fazermos, o Senhor jamais fará. É PRECISO TIRAR O EGITO DO CORAÇÃO!
IV – UM LÍDER SENSATO
Talvez
alguém ache ser um contra-senso dizer que Moisés era um líder sensato, se ele
chegou a assassinar um egípcio e a enterrá-lo na areia. Acontece que o problema
entre Moisés e o egípcio ocorreu quando aquele ainda estava no Egito como filho
da filha de Faraó. Ora, Moisés como hebreu zeloso de suas tradições, princípios e fiel a unidade étnica do seu povo, como tal, utilizou-se da força
física para defender um homem que também era de origem judaica. Qualquer um em
sua condição puramente humana, certamente faria o mesmo. Mais tarde, depois de
aprender com os erros e acertos cometidos, Moisés teve o seu caráter moldado e
Deus o constituiu líder do seu próprio povo. A sensatez de Moisés, enquanto
líder se pode ver no momento em que ele resolve retornar ao Egito (Êx 4.18).
Convicto de sua chamada e do que teria de fazer ao chegar naquele país, a princípio
não revelou nada para o sogro Jetro, apesar de tê-lo em grande estima. É nessa
linha de pensamento, que o mestre Antonio Gilberto vai dizer que “O líder
precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos”. Lamentavelmente,
vivemos uma época em que a ética cristã está quase em extinção. Há muitos
crentes, inclusive obreiros falando demais, e o que é pior: Eles falam de tudo
e de todos em ambientes indevidos. Muitas vezes decisões que são tomadas entre
líderes, toda a rua passa a tomar conhecimento no mesmo dia, tamanha é a falta
de ética desses irmãos. Aprendamos com o líder Moisés: Sejamos prudentes,
sensatos, éticos e só falemos o necessário na hora certa e no lugar certo.
CONCLUSÃO:
Aprendemos,
portanto, que Moisés não caiu de pára-quedas na liderança de Israel. Ele havia
adquirido muitas experiências, inclusive a de apascentar ovelhas. Aprendemos ainda que a chamada para o ministério só Deus pode fazer, que o crente pode
viver no mundo, mas não no mundanismo e que como crentes sensatos, tal qual
Moisés, devemos falar somente o necessário na ora certa e no lugar certo, como
mandam a ética cristã e a própria Palavra de Deus.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Bíblia de Estudo “Obreiro Aprovado”,
edição 2009, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição
2007, RJ, CPAD
- OLIVEIRA, Timóteo Ramos de. “Manual do
Candidato ao Santo Ministério", RJ, 2012 / CPAD.
- BOYER, Orlando. “Pequena Enciclopédia
Bíblica, 31ª impressão – 2003, RJ, CPAD.
- Lição de Mestre nº 02, EBD, 1º
trimestre / 2014.
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