sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Subsídios para a Lição de EBD nº 02 / 1º trimestre – 2014.
TEMA: UM LIBERTADOR PARA ISRAEL

TEXTO: (Êx 3 1-9).

INTRODUÇÃO:

            O grande líder Moisés, antes mesmo de se tornar o libertador do povo israelita, teve que primeiro passar por duas grandes escolas. A primeira foi no Egito, mais precisamente no Palácio Real, ocasião em que recebeu uma educação formidável sob o fomento da princesa filha de Faraó, por sinal sua mãe adotiva. A segunda teve lugar no deserto de Midiã, enquanto apascentava os rebanhos do seu sogro Jetro. E a terceira foi à frente do comando da nação israelita. Faz-se necessário ainda ressaltar que em cada uma das três escolas acima mencionadas, Moisés acumulou experiências diversas, bem como conhecimentos e habilidades, em períodos distintos de 40 anos cada. O líder Moisés morreu aos 120 anos, conforme está escrito em Dt 34.7. A vida do líder do povo de Deus, portanto, foi dividida em três etapas distintas.

I – MOISÉS, O PASTOR E LIBERTADOR DO POVO ISRAELITA

            As três escolas porque Moisés passou, em muito contribuíram para a  formação do homem de Deus, especialmente a que ele viveu em Midiã enquanto apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro (Ex 3.1). Nas palavras do pastor Antonio Gilberto, “um excelente aprendizado para quem mais tarde iria ser o pastor do povo de Deus, Israel” (Sl 72.20). É óbvio que não podemos ignorar a formação básica que ele recebera no lar, através de seus piedosos pais Anrão e Joquebede.
            Há muitos nos nossos dias que querem ser pastor a todo custo, como se “pastor” fosse uma simples posição social, status, ou meio mais fácil de sobrevivência. Porém são poucos que se submetem a pagar o alto preço do que realmente é ser um pastor. Percebe-se que Moisés, cujo exemplo deve ser seguido, quando assumiu a liderança de Israel, já trazia consigo toda uma bagagem em termos de conhecimento e experiências de vida. Ou seja, ele não caiu no ministério de pára-quedas. Na lição anterior vimos que o legislador, líder e pastor de Israel teve todo um preparo antes de se constituir o libertador do povo Israel do jugo e da tirania do rei Faraó. No tópico seguinte, falaremos sobre: chamada, pastor e/ou ministério.

II – CHAMADA, O QUE MUITOS NÃO ENTENDEM

Para início de discussão, é interessante dizer que “chamada” é algo sobrenatural, o que compete somente a Deus fazer (Rm 11.13; At 20.24; Gl 1 11,12). Nesses versículos entendemos com bastante clareza que, primeiro ocorre a “chamada” na vida do homem, e depois vem o exercício do santo ministério da palavra que, por sinal, é único. O que encontramos em Efésios 4.11, são distintas vocações dentro de um único ministério. É também válido ressaltar que existe a “chamada” inclusiva e a “chamada” exclusiva. A primeira tem caráter universal e diz respeito à salvação. Enquanto que a segunda é para alguns, como nos mostra o texto de Efésios anteriormente citado.
Segundo a Bíblia de Estudo “Obreiro Aprovado”, edição 2009, pag. 1411, publicada pela CPAD, “é Deus quem concede os dons ministeriais (Ef 4.11 e Nm 18.4). E é o dom ministerial recebido de Deus que determina o ministério, ou o ofício do ministro. Em l Tm 4.14 e 2 Tm 1.6, vemos o dom ministerial. Em 2 Tm 4.5, o ministério resultante do dom. Os dons e seus ministérios podem  ser vistos em I Co 12 8-10, 27-30. Em Atos, lemos que os candidatos à ordenação (consagração) já tinham o dom ministerial concedido por Deus” (At 13 1-40. Que maravilha!
Segundo o mestre Antonio Gilberto, “a igreja ordena obreiro como ministro do evangelho, e não como Apóstolo, Profeta, Evangelista, Pastor ou Mestre. A igreja convencionou por si mesma chamar todos os ministros ora como pastor, ora como evangelista, mas precisamos encarar o assunto dos dons ministeriais apresentado em Efésios 4.11 à luz da doutrina bíblica do ministério”. Em outras palavras, nem todos que são ministros são pastores ou evangelistas do ponto de vista dos dons ministeriais. Há “ministros”, por exemplo, que são fabricados dentro dos Institutos, Faculdades e Seminários Teológicos, etc.
Enfim, já que a Escola Dominical é a maior agência de formar obreiros, que tal levarmos essa discussão para a sala de aula nesse domingo?

III – O CRISTÃO E O MUNDANISMO

O crente pode viver no mundo, mas não no mundanismo. Uma coisa é diferente da outra. Em sua oração sacerdotal pelos seus o Senhor Jesus orou ao Pai, dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal” (Jo 17.15). O termo “mal” que aparece nesse versículo, refere-se a um sistema de coisas que são totalmente nocivas à conduta cristã. Em l Jo 2.15, lemos o seguinte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. É evidente que o Apóstolo João não está falando aqui do mundo humano ao qual devemos amar (Jo 3.16). Ele se reporta a um sistema organizado e muito bem orquestrado pelo diabo. Como estabelece a hermenêutica sagrada, as palavras na Bíblia são muitas vezes iguais em sua grafia, porém diferentes em seu sentido.
O Egito que durante 430 anos subjugou Israel à mão de obra escrava, representa, no sentido espiritual, esse sistema de atrações, desejos sensuais, mentira, engano, etc. Nas palavras do pastor Antonio Gilberto, “hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo a seus dirigentes: Tira o Egito de dentro do meu povo”. Ou seja, Israel saiu do Egito, mas o Egito não saiu do coração do povo. É, sem dúvida, o que ocorre com muitos crentes nos dias atuais. Todavia, não é uma situação impossível de se resolver quando a pessoa quer. Pois nem tudo Deus faz. Aquilo que compete a nós fazermos, o Senhor jamais fará. É PRECISO TIRAR O EGITO DO CORAÇÃO!

IV – UM LÍDER SENSATO

            Talvez alguém ache ser um contra-senso dizer que Moisés era um líder sensato, se ele chegou a assassinar um egípcio e a enterrá-lo na areia. Acontece que o problema entre Moisés e o egípcio ocorreu quando aquele ainda estava no Egito como filho da filha de Faraó. Ora, Moisés como hebreu zeloso de suas tradições, princípios e fiel a unidade étnica do seu povo, como tal, utilizou-se da força física para defender um homem que também era de origem judaica. Qualquer um em sua condição puramente humana, certamente faria o mesmo. Mais tarde, depois de aprender com os erros e acertos cometidos, Moisés teve o seu caráter moldado e Deus o constituiu líder do seu próprio povo. A sensatez de Moisés, enquanto líder se pode ver no momento em que ele resolve retornar ao Egito (Êx 4.18). Convicto de sua chamada e do que teria de fazer ao chegar naquele país, a princípio não revelou nada para o sogro Jetro, apesar de tê-lo em grande estima. É nessa linha de pensamento, que o mestre Antonio Gilberto vai dizer que “O líder precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos”. Lamentavelmente, vivemos uma época em que a ética cristã está quase em extinção. Há muitos crentes, inclusive obreiros falando demais, e o que é pior: Eles falam de tudo e de todos em ambientes indevidos. Muitas vezes decisões que são tomadas entre líderes, toda a rua passa a tomar conhecimento no mesmo dia, tamanha é a falta de ética desses irmãos. Aprendamos com o líder Moisés: Sejamos prudentes, sensatos, éticos e só falemos o necessário na hora certa e no lugar certo.

CONCLUSÃO:

            Aprendemos, portanto, que Moisés não caiu de pára-quedas na liderança de Israel. Ele havia adquirido muitas experiências, inclusive a de apascentar ovelhas. Aprendemos ainda que a chamada para o ministério só Deus pode fazer, que o crente pode viver no mundo, mas não no mundanismo e que como crentes sensatos, tal qual Moisés, devemos falar somente o necessário na ora certa e no lugar certo, como mandam a ética cristã e a própria Palavra de Deus.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- Bíblia de Estudo “Obreiro Aprovado”, edição 2009, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, edição 2007, RJ, CPAD
- OLIVEIRA, Timóteo Ramos de. “Manual do Candidato ao Santo Ministério", RJ, 2012 / CPAD.
- BOYER, Orlando. “Pequena Enciclopédia Bíblica, 31ª impressão – 2003, RJ, CPAD.
- Lição de Mestre nº 02, EBD, 1º trimestre / 2014.

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