quarta-feira, 8 de maio de 2013

ATÉ ONDE VAMOS COM TANTA “FEBRE”?


A FEBRE DOS “SHOWS GOSPEIS . Não é surpresa para ninguém que os chamados shows gospeis se tornaram uma febre nas nossas Igrejas. Muitos dos nossos irmãos, fiéis admiradores de tais movimentos e descomprometidos com os valores da Palavra de Deus, argumentam que “o que é de gosto não se discute”. Ou seja: se eu gosto de rock, nada pode me impedir de curtir o rock; se eu gosto de forró, nada e nem ninguém pode me impedir de curtir o forró; se eu gosto de axé, samba, etc., quem poderá me impedir de curtir tal estilo musical? E, por aí vai. Bom, os que pensam assim, eu diria, tem certa razão. Na verdade, nem Deus nos proíbe de fazermos o que bem acharmos conveniente. 


Aliás, há um princípio divino no homem que o próprio Deus respeita: o livre arbítrio. Todavia, devemos atentar para o fato de que nem tudo que nos é lícito fazermos devemos fazê-lo; nem tudo que gostamos de fazer, nos é conveniente fazer; Enfim, nem tudo que fazemos a partir do livre arbítrio ou do direito de liberdade que temos, é compatível com a Palavra de Deus (I Co 10.23). De sorte que os argumentos apresentados, especialmente quando destituídos de uma contextualização geral das Escrituras, apenas em nome de um modelo de vida denominado “cultura”, não tem razão de ser. A final de contas, a Bíblia está acima de qualquer cultura. 

Através de um artigo intitulado “Show não é culto”, o Pr. Martim Alves da Silva, atual presidente da AD no Rio Grande do Norte, diz o seguinte: “No culto, a pessoa mais importante é Deus, no show, é o artista. No culto a Deus ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento. No culto, Deus está presente; no show, Deus se faz ausente, pois sua glória não dá a outrem. No culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações; no show, o apresentador é condescendente a desenfreada desordem. No culto, o povo glorifica a Deus; no show, só gritos e assobios para o artista. No culto, o povo reverencia a Deus em adoração; no show, só há bagunça incontrolável”.

A FEBRE DAS BANDINHAS. Desculpem o meu senso crítico. Mas, essa nova modalidade musical, se é que podemos assim considerar, que está invadindo nossas Igrejas, em sua maioria, mais parece um movimento espírita do que adoração ao trino Deus. Se as nossas lideranças decidissem por abolirem esse modismo, só estariam contribuindo para o bem estar da Igreja, por razões, tais como: 1) Não é cultura da nossa denominação Assembleia de Deus; 2) Assim como em outros ritmos e estilos musicais, há uma tendência muito forte de as pessoas que integram tais grupos, até mesmo em face dos ritmos frenéticos que são propositalmente escolhidos, acabarem “adorando”? Muito mais com o corpo, do que com a alma; 3) Sem querer generalizar, em sua maioria, os hinos selecionados são aqueles que mexem com a plateia. (os chamados hinos animados). Além do mais, alguns componentes não têm, seque noção de ritmo, melodia e harmonia musical, e acabam por perturbarem a ordem do culto (I Co 14.40). E, não venham me dizer que a Igreja só está inovando. Há inovações, sim, mas também há as invencionices. 

Enfim, penso que do jeito que a “febre” está alta, vamos acabar numa convulsão espiritual. Mas fiquem certos os caros internautas, que outras “febres” estão por vir. MUITO CUIDADO!

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